“RECLAMÕES” NO TRABALHO

reclamao

*por Meiry Kamia

Desabafar, falar sobre algum problema e até mesmo reclamar de alguma situação é normal. Entretanto, reclamar demais pode ser um problema não só para a pessoa que reclama como para quem convive com ela. O limite entre a crítica ocasional ou desabafo e a insatisfação crônica é a frequência com que isso acontece. Reclamar diversas vezes ao dia, todos os dias, é sinal de que algo não vai bem.

Algumas pessoas reclamam de tudo simplesmente porque acostumaram a fazer isso – não pensam, apenas fazem. Há também pessoas que lamentam e reclamam por não terem esperança na vida. Dependendo do grau em que a negatividade tomar conta da vida do indivíduo, isso pode ser um indicativo de um problema mais sério, por exemplo, o início de depressão, mas apenas um especialista poderia dar o diagnóstico correto.

O que está por detrás do comportamento do “reclamão” é a postura de vítima. É muito mais fácil colocar a culpa nos outros do que assumir a responsabilidade pela condução da própria vida. Se as coisas não andam bem é porque o governo é ruim, porque a família não ajuda, etc, é como se tudo e todos estivessem contra ele, até mesmo o tempo! Se faz sol, reclama porque sente calor, e porque faz calor não consegue produzir bem. Então, a culpa por sua baixa produtividade é do sol, e não dele. Por se colocar na postura de vítima, o “reclamão” não consegue ter forças para resolver problemas. Não se sente capaz. Então, a única coisa que lhe sobra é reclamar. É uma espécie de muleta psicológica, mas que não leva a lugar algum, apenas aumenta a sensação de frustração.

 No ambiente de trabalho, o “reclamão” funciona como uma “laranja podre”, podendo contaminar o estado de espírito das pessoas ao redor. Tudo fica mais difícil porque o “reclamão” só consegue enxergar os problemas e não consegue contribuir para solucioná-los.

Entretanto, dificilmente o “reclamão” percebe que reclama demais, isso significa que você mesmo pode ser o tal “reclamão” sem saber! Se, por acaso você já recebeu feedbacks de colegas, do tipo: “você só reclama”, “nossa, você nunca está satisfeito!”, “você é exigente demais!”, etc., saiba que pode mudar! Veja as dicas:

  • Mantenha postura aberta para feedbacks: é comum as pessoas reagirem mal a feedbacks, principalmente quando o comentário não agrada. Ao receber um feedback não responda, não tente justificar, apenas ouça, e depois reflita. Perceba se outras pessoas já falaram algo parecido.
  • Pratique auto-observação: observe seu próprio comportamento e o que você fala durante todo o dia: “que tipo de assunto você fala com seus colegas?”, “você se sente feliz ou desanimado a maior parte do tempo?”, “Tem o hábito de falar mal das pessoas e/ou da empresa?”, “você se considera uma pessoa exigente?”.
  • Invista no autoconhecimento: a única forma de sair do ciclo vicioso do “reclamão” é reconhecendo e assumindo que o problema existe em você. Se você negar sua existência não há como mudar. Com humildade, reconheça que precisa aprender uma nova forma de ser. Faça isso por amor a você e pelos outros.
  • Mude a forma de ver o mundo: ao invés de começar o dia reclamando, comece agradecendo. Escreva uma lista de dez coisas que você tem e gosta em sua vida. Pode ser seu carro, sua casa, seus livros, CDs, DVDs, pode ser pessoas também, etc. Ande com essa lista e agradeça diversas vezes ao dia as coisas que você tem em sua vida e que te fazem feliz. Você começará a mudar seu estado de espírito e isso ajudará a enxergar coisas positivas.
  • Desenvolva a aceitação: o “reclamão” por ser exigente demais só aceita a perfeição. Mas nada, nem ninguém são perfeito. Para ter paz é preciso aceitar e valorizar os aspectos positivos das pessoas e não os negativos. Rebaixe seu crítico interno, não cobre tanto dos outros e de si mesmo. Não há como viver em harmonia externa quando o lado interno vive em guerra.

MEIRY KAMIA é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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