COMO LIDAR COM MUDANÇAS

Mudança

por Meiry Kamia

Mudança é a palavra do dia, com ela vem adaptação, versatilidade, multifuncionalidade, proatividade, entre outras. Mas falar é fácil, difícil é conseguir realmente lidar com as mudanças de forma positiva.

Mudanças sempre causam desconforto porque gera insegurança, sentimento movido pela emoção do MEDO. Ansiedade é o medo do futuro, entretanto as reações corporais ocorrem no momento presente. Só de pensar no que pode vir acontecer, já é possível sentir o coração bater forte, a boca seca, o suor aumenta, o corpo fica agitado, o olho esbugalhado, e uma vontade imensa de sair correndo.

Simplesmente não gostamos das mudanças porque além de nos causar esse terrível mal estar físico ainda faz com que tenhamos que aprender coisas novas, e nós somos seres que adoramos hábitos. A rotina nos traz uma falsa sensação de segurança, a crença é: se executar as tarefas todos os dias da mesma forma, isso trará a sensação de que o resto estará bem, chegaremos em casa seguros e garantimos mais um dia de vida! Mas é uma crença falsa que nos aprisiona e não permite aprender e crescer. Veja aqui dicas de como lidar com as mudanças de forma positiva:

  • Aceite que a mudança é necessária: faça o seu lado racional trabalhar. Encare de frente o desafio. Enquanto lutar contra a realidade sua energia será desviada da produtividade, e reclamar não muda a realidade. Crie uma atitude positiva perante as mudanças.
  • Crie sentido para a mudança: “o que eu ganho com essa mudança?” você terá que encontrar uma resposta para essa pergunta, caso contrário, perderá a motivação. Às vezes a mudança traz situações desagradáveis como demissões, fechamento de plantas, redução de custos, etc. Mas para toda perda tem um ganho que nem sempre é material. Pode-se ganhar em desenvolvimento de virtudes humanas como paciência, tolerância, esforço, foco, automotivação, iniciativa, etc.
  • Conheça seus medos: mudanças trazem a sensação do medo. Você tem medo de quê? Aproveite a situação para refletir sobre isso quando estiver em casa. Normalmente os medos vêm de crenças negativas e situações passadas que não fazem mais sentido.
  • Envolva-se no processo, foque no resultado: é importante mostrar postura ativa, perguntando, comunicando, oferecendo ajuda. Postura negativa é ficar parado esperando alguém dar ordens ou esperando o pior acontecer. Nessa postura você não ajuda, ao contrário, atrapalha. Mantenha a mente focada no resultado do trabalho e não nos problemas.
  • Aprenda a desapegar: nos apegamos a objetos, roupas, pessoas, etc, mas também nos apegamos a ideias e modos de fazer as coisas. Mudar também significa desapegar. Deixe o velho ir para que o novo chegue!

Meiry Kamia é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA DA MEIRY KAMIA
Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br)
Sandra Takata (sandra@versatilcomunicacao.com.br) – Tel. (11) 2832-5507

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“RECLAMÕES” NO TRABALHO

reclamao

*por Meiry Kamia

Desabafar, falar sobre algum problema e até mesmo reclamar de alguma situação é normal. Entretanto, reclamar demais pode ser um problema não só para a pessoa que reclama como para quem convive com ela. O limite entre a crítica ocasional ou desabafo e a insatisfação crônica é a frequência com que isso acontece. Reclamar diversas vezes ao dia, todos os dias, é sinal de que algo não vai bem.

Algumas pessoas reclamam de tudo simplesmente porque acostumaram a fazer isso – não pensam, apenas fazem. Há também pessoas que lamentam e reclamam por não terem esperança na vida. Dependendo do grau em que a negatividade tomar conta da vida do indivíduo, isso pode ser um indicativo de um problema mais sério, por exemplo, o início de depressão, mas apenas um especialista poderia dar o diagnóstico correto.

O que está por detrás do comportamento do “reclamão” é a postura de vítima. É muito mais fácil colocar a culpa nos outros do que assumir a responsabilidade pela condução da própria vida. Se as coisas não andam bem é porque o governo é ruim, porque a família não ajuda, etc, é como se tudo e todos estivessem contra ele, até mesmo o tempo! Se faz sol, reclama porque sente calor, e porque faz calor não consegue produzir bem. Então, a culpa por sua baixa produtividade é do sol, e não dele. Por se colocar na postura de vítima, o “reclamão” não consegue ter forças para resolver problemas. Não se sente capaz. Então, a única coisa que lhe sobra é reclamar. É uma espécie de muleta psicológica, mas que não leva a lugar algum, apenas aumenta a sensação de frustração.

 No ambiente de trabalho, o “reclamão” funciona como uma “laranja podre”, podendo contaminar o estado de espírito das pessoas ao redor. Tudo fica mais difícil porque o “reclamão” só consegue enxergar os problemas e não consegue contribuir para solucioná-los.

Entretanto, dificilmente o “reclamão” percebe que reclama demais, isso significa que você mesmo pode ser o tal “reclamão” sem saber! Se, por acaso você já recebeu feedbacks de colegas, do tipo: “você só reclama”, “nossa, você nunca está satisfeito!”, “você é exigente demais!”, etc., saiba que pode mudar! Veja as dicas:

  • Mantenha postura aberta para feedbacks: é comum as pessoas reagirem mal a feedbacks, principalmente quando o comentário não agrada. Ao receber um feedback não responda, não tente justificar, apenas ouça, e depois reflita. Perceba se outras pessoas já falaram algo parecido.
  • Pratique auto-observação: observe seu próprio comportamento e o que você fala durante todo o dia: “que tipo de assunto você fala com seus colegas?”, “você se sente feliz ou desanimado a maior parte do tempo?”, “Tem o hábito de falar mal das pessoas e/ou da empresa?”, “você se considera uma pessoa exigente?”.
  • Invista no autoconhecimento: a única forma de sair do ciclo vicioso do “reclamão” é reconhecendo e assumindo que o problema existe em você. Se você negar sua existência não há como mudar. Com humildade, reconheça que precisa aprender uma nova forma de ser. Faça isso por amor a você e pelos outros.
  • Mude a forma de ver o mundo: ao invés de começar o dia reclamando, comece agradecendo. Escreva uma lista de dez coisas que você tem e gosta em sua vida. Pode ser seu carro, sua casa, seus livros, CDs, DVDs, pode ser pessoas também, etc. Ande com essa lista e agradeça diversas vezes ao dia as coisas que você tem em sua vida e que te fazem feliz. Você começará a mudar seu estado de espírito e isso ajudará a enxergar coisas positivas.
  • Desenvolva a aceitação: o “reclamão” por ser exigente demais só aceita a perfeição. Mas nada, nem ninguém são perfeito. Para ter paz é preciso aceitar e valorizar os aspectos positivos das pessoas e não os negativos. Rebaixe seu crítico interno, não cobre tanto dos outros e de si mesmo. Não há como viver em harmonia externa quando o lado interno vive em guerra.

MEIRY KAMIA é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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VEJA TAMBÉM

APRENDA A DIFERENCIAR: PRIORIDADE X URGÊNCIA

Overworked Businessman

por Meiry Kamia

Na correria do dia a dia é muito comum nos comportarmos como verdadeiros bombeiros “apagando incêndios”. Tudo se torna urgente, tudo é para “ontem”! Chega o ponto em que a produtividade cai e não entendemos por que, uma vez que estamos trabalhando no limite!

Saber diferenciar o que é prioritário e o que é urgente pode ser a chave para manter a produtividade em alta. Nem sempre o que é urgente é importante. E ao criarmos o hábito de simplesmente “apagar incêndios”, perdemos a capacidade de refletir se aquilo que estamos fazendo realmente será importante para o resultado final.

Urgente, mas não prioritário, seria, por exemplo, retirar caixas empilhadas que estão bem na frente da porta atrapalhando a passagem. É urgente porque está atrapalhando, mas não é prioritário porque retirá-las não irá impactar diretamente no resultado do seu trabalho.

Por outro lado, há tarefas como, por exemplo, enviar um relatório para o cliente até o final do expediente, que é considerada urgente e importante.

Para saber se as tarefas são realmente urgentes e prioritárias, você deve levar em consideração três critérios:

  • Prazo de entrega: se o tempo para execução da tarefa é curto, então ela se torna urgente.
  • Resultado: pondere o quanto a tarefa irá impactar no resultado final.
  • Equação de Pareto: o Princípio de Pareto que diz que 20% do que realizamos traz 80% de resultado. E 80% das atividades trazem apenas 20% do resultado. Essa equação pode ser aplicada em diversas situações, por exemplo: (80% das vendas são ganhas, frequentemente, com 20% dos produtos da empresa; 80% das licenças médicas são concedidas a 20% dos funcionários de uma empresa; 80% do total de tempo dos telespectadores é gasto assistindo a 20% dos programas mais populares; 80% de toda a riqueza estava nas mãos de no máximo 20% da população; etc). Aplique essa equação em suas atividades e veja quais são as atividades que trazem o maior resultado para definir as tarefas prioritárias.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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COMO MELHORAR A SUA IMAGEM PROFISSIONAL

Man Dressing

Por Meiry Kamia

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Você já ouviu aquela máxima “a primeira impressão é a que fica?”, pois é, ela ainda é válida no mercado de trabalho. Manter uma boa imagem profissional é importante por três razões: 1) é importante para a empresa porque você é um representante direto dela; 2) se sua imagem passa credibilidade, provavelmente terá mais chances de sucesso com seus clientes e colegas, consequentemente, terá melhores resultados; 3) Uma boa imagem pode ser determinante inclusive para suas promoções. Conheça cinco dicas de como criar e manter uma boa imagem profissional:

  1. CUIDE DA APARÊNCIA: estudos indicam que os três segundos iniciais são suficientes para formarmos uma primeira impressão de alguém. Portanto, cuidados com a vestimenta e higiene são importantes. Cabelos penteados, cuidados, unhas e barbas feitas, etc, todos os detalhes passam por essa análise. Não hesite em experimentar combinações de roupas e acessórios antes de vesti-los para o trabalho. Olhe-se no espelho e seja crítico: a imagem que você está vendo no espelho é a imagem que gostaria de passar?

Após o impacto inicial, somos avaliados pela expressão facial e corporal, tom de voz e utilização correta das palavras. Sendo assim, aproveite a oportunidade para passar uma imagem positiva. Sorria com sinceridade, demonstre energia no corpo e tenha o hábito de ler e escrever para utilizar melhor as palavras quando delas precisar.

  1. FALE E FAÇA: uma boa imagem precisa garantir a credibilidade. Não é possível confiar em alguém que diz uma coisa e faz outra. É preciso mostrar coerência entre as suas intenções e suas ações. Pergunte a si mesmo se você está agindo de acordo com a imagem que gostaria de passar. Profissionais de sucesso demonstram iniciativa, mostram resultados, são ativos, oferecem ajuda, são ávidos em aprender, são educados, gentis, amistosos, etc. Pergunte-se: quais ações você realiza todos os dias que demonstram que você está passando a imagem desejada. 
  1. POTENCIALIZE SEUS PONTOS FORTES: a maioria das pessoas conhece bem as suas fraquezas (sou preguiçoso, guloso, nervoso, etc), mas desconhecem seus pontos fortes, não sabem o que fazem bem, ou qual é o seu talento. Esse viés de percepção faz com que a pessoa não utilize o seu diferencial a seu favor.  Faça uma lista de 10 coisas que você faz muito bem e potencialize-as, faça com que as pessoas conheçam as suas habilidades, valorize a sua marca. 
  1. MOSTRE-SE: não se esconda atrás da timidez. Se você deseja o sucesso você deve se mostrar. Isso não é exibicionismo, nem egocentrismo, apenas Marketing Pessoal. Por exemplo, se você está fazendo uma pós-graduação, comente isso com as pessoas. Ninguém poderá ajuda-lo ou pedir sua colaboração se não souberem do que você é capaz. Agregue valor à sua marca.
  1. BUSQUE FEEDBACK: como a imagem é formada na cabeça do outro e não na sua, é importante, vez ou outra, pedir feedback dos seus colegas ou chefia a respeito da sua imagem e dos seus comportamentos. Crescemos muito através da contribuição dos colegas de trabalho. Mas controle seu estado emocional caso o feedback não seja tão positivo como você imaginou, mesmo que não concorde, aceite o feedback, reflita sobre o que ouviu e realize mudanças caso necessário.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com – ASSESSORIA DE IMPRENSA: Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br)

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COMO LIDAR COM A FALSIDADE DO TRABALHO

falsidade

Por Meiry Kamia

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No mundo competitivo é comum vermos pessoas que não medem esforços para conquistar o que desejam, mesmo que isso custe causar prejuízos aos próprios colegas de trabalho.

Quem não conhece aquela pessoa que se mostra simpática demais, sorridente demais, solícita demais, gentil demais, amigável demais, mas um dia você descobre que, pelas costas, ela fala mal do seu trabalho e te “queima” com seu chefe. Como conviver com esse tipo de pessoa e ainda continuar entregando um bom trabalho? Veja as dicas de como lidar com pessoas falsas no ambiente de trabalho:

1) Tenha consciência de que você não tem o poder de mudar o comportamento nem as atitudes de outras pessoas, mas pode mudar a forma como você reage a elas.

2) Neutralize a situação e proteja-se transmitindo à pessoa em questão apenas informações essenciais de trabalho. Seja breve e objetivo(a) na conversa e evite falar sobre assuntos pessoais ou fazer comentários que possam ser usados contra você.

3) Se houver algum mal entendido ou fofoca, chame a pessoa para conversar a sós, num local e momento apropriado para esclarecer o ocorrido. Evite fazer alardes.

4) Evite demonstrar irritabilidade dando indiretas, ou fazendo comentários sobre sua raiva de ter que conviver com pessoas assim. Comportamentos como esses apenas te desmoralizam dando a impressão de que você é o “descontrolado” da história.

5) Não pague na mesma moeda. Lembre-se de que o “falso” é o outro e não você. Tentar ser falso também dispensa muita energia que poderia ser empregada no seu trabalho.

6) Foque no resultado do seu trabalho e faça o melhor possível. Você deixa sua marca no mundo através do resultado do seu trabalho. E contra fatos não há argumentos.

Apesar de difíceis de lidar, as pessoas “falsas” nos ensinam que não vale a pena abrirmos mão da nossa verdade, da nossa autenticidade, dos nossos valores morais e éticos. Essas pessoas também nos mostram que não vale a pena crescer profissionalmente deixando um rastro de destruição por onde passamos. Sucesso profissional não se limita apenas a ter bons cargos e dinheiro, mas principalmente, sermos reconhecidos e lembrados pelas pessoas que passaram por nossas vidas pelos bons exemplos que deixamos.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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FUJA DAS “PANELINHAS” NO TRABALHO

FofocaTrabalho

por Meiry Kamia

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O fenômeno das “panelinhas” é bastante comum e até natural nas organizações. As panelinhas geralmente se formam por afinidades, simpatias, similaridades, etc, dão uma sensação de pertencimento, o que gera tranquilidade e até mesmo sensação de poder.

Apesar de ser tentador fazer parte delas, o fenômeno das “panelinhas” esconde um lado obscuro que não é vantajoso nem para a empresa, nem para o trabalhador. Veja por que fazer parte de panelinhas pode ser prejudicial ao seu crescimento profissional:

1.    Não desenvolve a maturidade: as panelinhas são formadas por pessoas que pensam de forma parecida, pessoas que já se conhecem e que têm afinidades. É fácil lidar com pessoas com as quais você lida bem, mas difícil é lidar com pessoas que pensam de forma diferente, que possuem conhecimentos e experiências diferentes. A panelinha não permite que o “diferente” entre na roda, impedindo o aprendizado e o crescimento. Maturidade significa lidar com a realidade da forma como ela se apresenta, com toda a diversidade que é a vida humana. Imaturidade é tentar se proteger criando uma falsa sensação de segurança quando se está dentro de grupo que diz “amém” para tudo o que você diz.

2.    Atrapalha o processo da empresa: as panelinhas funcionam como feudos dentro da empresa, o que favorece a troca de favores para quem faz parte da “panelinha”, em detrimento das pessoas que não fazem parte da mesma. A regra é “trato bem quem me trata bem”, ou seja, quem faz parte da panela. Esse tipo de postura é negativa para o bom andamento da empresa porque favorece as relações do grupo específico e não os resultados que a empresa precisa. Muitas vezes, outros funcionários de departamentos diferentes acabam sendo prejudicados tendo seus processos atrasados por não fazerem parte da panela.

3.    Não desenvolve a comunicação: pessoas que fazem parte da “panelinha” tendem a se fechar nelas e acabam não se comunicando de forma adequada com pessoas de departamentos diferentes. Além das falhas na comunicação, que podem acarretar em prejuízos à empresa, a “panelinha” ainda pode gerar a fofocas, o que atrapalha ainda mais o clima na empresa.

4.    Está a um passo do assédio moral: dependendo do caso, o funcionamento da “panelinha” pode ser tão grave que seus integrantes podem acabar cometendo assédio moral. A aversão da “panelinha” a algum membro da empresa pode fazer com que os integrantes hajam de forma agressiva e velada com relação a quem não faz parte do grupo, isolando, ignorando a presença, excluindo o não-integrante da panela dos trabalhos em equipe e dos comunicados importantes, ou comunicando-se com ele apenas por escrito, induzi-lo ao erro, etc, comportamentos desse tipo, realizados de forma frequente, configuram violência psicológica e causar danos à saúde mental e até física à pessoa vítima da violência.

Se você deseja crescer profissionalmente não deve se esconder em meio a grupos fechados. Ao contrário, quanto mais se expuser a situações e pessoas diferentes melhor, pois mais diversificado será seu aprendizado. Além disso, aprenderá a lidar com situações e pessoas dos mais diversos tipos, o que lhe dará um “jogo de cintura” e vivência prática que nenhum livro poderá te dar.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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* INVEJA, EU? 

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VOCÊ É AUTOCONFIANTE NO TRABALHO?

Autoconfianca

Entenda quando a falta de autoconfiança pode prejudicar seu sucesso profissional

por Meiry Kamia

www.meirykamia.com

Você sente a boca secar, o corpo tremer, o coração disparar, etc, toda vez que precisa falar com o chefe, fazer uma apresentação em público, tomar uma decisão importante no trabalho? Ou então, é perfeccionista demais, sempre se sente culpado quando algo dá errado, é bonzinho demais, busca sempre o reconhecimento dos outros? Saiba que esses são alguns sinais de que sua autoconfiança pode estar em baixa.

Autoconfiança é o sentimento de segurança em suas próprias capacidades, ela é importante para o sucesso profissional porque é base para comportamentos de iniciativa, proatividade, inovação, condução de processos de mudança, etc.

A falta de autoconfiança pode ser manifestada pelas relações de dependência (tanto com parceiros como com relação à colegas de trabalho e chefia), falta de iniciativa, perfeccionismo (porque o medo de errar é imenso, então checa-se várias vezes o mesmo trabalho para certificar-se de que nada está errado), medo de assumir responsabilidades, medo de decepcionar o outro, medo de mudanças, necessidade de reconhecimento e atenção alheia. A falta de autoconfiança traz sentimentos de impotência, insegurança, dúvidas com relação ao seu próprio valor.

Por outro lado, autoconfiança demais também pode ser negativa. Na verdade pessoas que demonstram autoconfiança em excesso escondem uma baixa autoestima. Usam a máscara da arrogância para esconder a parte frágil da personalidade.

Tanto a falta como o excesso de autoconfiança são causados pela falta de autoconhecimento. Por conhecerem muito pouco de si mesmos, sentem-se inseguros. A referência de ambos os casos são referências externas.

A autoconfiança é um dos pilares da auto-estima. A lógica é: se confiamos pouco em nós mesmos, então temos menos auto-respeito, portanto, gostamos menos de nós. A auto-estima é formada na infância. Algumas crianças entendem que, para serem amadas precisam ser boazinhas o tempo todo, fazer as vontades das outras pessoas (pais, professores, amigos, etc), e deixam de exercitar suas próprias vontades e capacidades.
Assim, elas se tornam especialistas nas necessidades e potencialidades dos outros, e se esquecem de conhecerem suas próprias necessidades e habilidades.

Mas a parte positiva de tudo isso é que autoconfiança tem solução. Abaixo, seguem algumas dicas para você aumentar a sua autoconfiança, e consequentemente, sua autoestima:

  • Aprofunde o autoconhecimento: conhecer suas potencialidades e fragilidades é imprescindível para desenvolver a autoestima. Se você não souber do que tem medo e quais as armas internas que você tem para utilizar a seu favor, dificilmente conseguirá sair do ciclo vicioso da insegurança e autosabotagem. Esse é um caminho interno, é algo que só você pode fazer por você. A psicoterapia é indicada porque o ajuda a enxergar pontos que você não consegue ver no momento, além de abrir para novas possibilidades.
  • Valorize seus pontos fortes: pessoas com baixa autoestima costumam enxergar apenas suas fragilidades, o que só alimenta o ciclo da baixa autoestima. Reconhecer o que você tem e faz de bom é imprescindível para aumentar o amor próprio, o autorespeito e a autoconfiança.
  • Exercite a gratidão: gratidão é base do sentimento de felicidade. Quem não consegue ser grato, jamais conseguirá ser feliz. Pessoas com baixa autoconfiança costumam se queixar do que não possuem, mas não reconhecem e não agradecem pelo que são e pelo que têm. Um exercício simples e prático para desenvolver esse precioso sentimento é listar em um papel pelo menos 10 pontos positivos de si mesmo, podem ser habilidades, qualidades, etc. Se quiser, também pode incluir na lista coisas/objetos que você possui e gosta (ex.: casa, carro, livros, etc). Todos os dias de manhã, você deve pegar sua lista e item por item, visualizá-lo e agradecer com todo o coração, o fato de você ter tal habilidade ou objeto que te faz feliz.
  • Cuide do visual: a autoconfiança começa na imagem. Sinta-se seguro no visual. Arrume o cabelo, trabalhe uma maquiagem leve, vista-se adequadamente. Comece a gostar da imagem que você vê no espelho.
  • Execute pequenas metas: não dá para confiar em quem diz uma coisa e faz outra. Você também se enquadra nessa afirmação. Procure estabelecer pequenas metas, simples e práticas e execute-as. Não deixe para depois. Vença sua preguiça e medo todos os dias. Por exemplo, você pode estipular que lavará a louça de casa assim que terminar o jantar. Não deixará para depois. Ou, no trabalho, você poderá desafiar-se a ser mais participativo nas reuniões. Se você se vencer todos os dias, nada irá te vencer. A coerência entre o que você diz e faz, ajuda a aumentar a confiança em si mesmo.
  • Exercite a iniciativa: aproveite oportunidades para exercitar a iniciativa no trabalho. Ofereça ajuda, pergunte, interesse-se em aprender mais. Você se surpreenderá em como rapidamente perderá a timidez diante das coisas que é capaz de realizar.

*Meiry Kamia é palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional. Diretora da Meiry Kamia – Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (www.meirykamia.com).

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