“RECLAMÕES” NO TRABALHO

reclamao

*por Meiry Kamia

Desabafar, falar sobre algum problema e até mesmo reclamar de alguma situação é normal. Entretanto, reclamar demais pode ser um problema não só para a pessoa que reclama como para quem convive com ela. O limite entre a crítica ocasional ou desabafo e a insatisfação crônica é a frequência com que isso acontece. Reclamar diversas vezes ao dia, todos os dias, é sinal de que algo não vai bem.

Algumas pessoas reclamam de tudo simplesmente porque acostumaram a fazer isso – não pensam, apenas fazem. Há também pessoas que lamentam e reclamam por não terem esperança na vida. Dependendo do grau em que a negatividade tomar conta da vida do indivíduo, isso pode ser um indicativo de um problema mais sério, por exemplo, o início de depressão, mas apenas um especialista poderia dar o diagnóstico correto.

O que está por detrás do comportamento do “reclamão” é a postura de vítima. É muito mais fácil colocar a culpa nos outros do que assumir a responsabilidade pela condução da própria vida. Se as coisas não andam bem é porque o governo é ruim, porque a família não ajuda, etc, é como se tudo e todos estivessem contra ele, até mesmo o tempo! Se faz sol, reclama porque sente calor, e porque faz calor não consegue produzir bem. Então, a culpa por sua baixa produtividade é do sol, e não dele. Por se colocar na postura de vítima, o “reclamão” não consegue ter forças para resolver problemas. Não se sente capaz. Então, a única coisa que lhe sobra é reclamar. É uma espécie de muleta psicológica, mas que não leva a lugar algum, apenas aumenta a sensação de frustração.

 No ambiente de trabalho, o “reclamão” funciona como uma “laranja podre”, podendo contaminar o estado de espírito das pessoas ao redor. Tudo fica mais difícil porque o “reclamão” só consegue enxergar os problemas e não consegue contribuir para solucioná-los.

Entretanto, dificilmente o “reclamão” percebe que reclama demais, isso significa que você mesmo pode ser o tal “reclamão” sem saber! Se, por acaso você já recebeu feedbacks de colegas, do tipo: “você só reclama”, “nossa, você nunca está satisfeito!”, “você é exigente demais!”, etc., saiba que pode mudar! Veja as dicas:

  • Mantenha postura aberta para feedbacks: é comum as pessoas reagirem mal a feedbacks, principalmente quando o comentário não agrada. Ao receber um feedback não responda, não tente justificar, apenas ouça, e depois reflita. Perceba se outras pessoas já falaram algo parecido.
  • Pratique auto-observação: observe seu próprio comportamento e o que você fala durante todo o dia: “que tipo de assunto você fala com seus colegas?”, “você se sente feliz ou desanimado a maior parte do tempo?”, “Tem o hábito de falar mal das pessoas e/ou da empresa?”, “você se considera uma pessoa exigente?”.
  • Invista no autoconhecimento: a única forma de sair do ciclo vicioso do “reclamão” é reconhecendo e assumindo que o problema existe em você. Se você negar sua existência não há como mudar. Com humildade, reconheça que precisa aprender uma nova forma de ser. Faça isso por amor a você e pelos outros.
  • Mude a forma de ver o mundo: ao invés de começar o dia reclamando, comece agradecendo. Escreva uma lista de dez coisas que você tem e gosta em sua vida. Pode ser seu carro, sua casa, seus livros, CDs, DVDs, pode ser pessoas também, etc. Ande com essa lista e agradeça diversas vezes ao dia as coisas que você tem em sua vida e que te fazem feliz. Você começará a mudar seu estado de espírito e isso ajudará a enxergar coisas positivas.
  • Desenvolva a aceitação: o “reclamão” por ser exigente demais só aceita a perfeição. Mas nada, nem ninguém são perfeito. Para ter paz é preciso aceitar e valorizar os aspectos positivos das pessoas e não os negativos. Rebaixe seu crítico interno, não cobre tanto dos outros e de si mesmo. Não há como viver em harmonia externa quando o lado interno vive em guerra.

MEIRY KAMIA é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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VEJA TAMBÉM

APRENDA A DIFERENCIAR: PRIORIDADE X URGÊNCIA

Overworked Businessman

por Meiry Kamia

Na correria do dia a dia é muito comum nos comportarmos como verdadeiros bombeiros “apagando incêndios”. Tudo se torna urgente, tudo é para “ontem”! Chega o ponto em que a produtividade cai e não entendemos por que, uma vez que estamos trabalhando no limite!

Saber diferenciar o que é prioritário e o que é urgente pode ser a chave para manter a produtividade em alta. Nem sempre o que é urgente é importante. E ao criarmos o hábito de simplesmente “apagar incêndios”, perdemos a capacidade de refletir se aquilo que estamos fazendo realmente será importante para o resultado final.

Urgente, mas não prioritário, seria, por exemplo, retirar caixas empilhadas que estão bem na frente da porta atrapalhando a passagem. É urgente porque está atrapalhando, mas não é prioritário porque retirá-las não irá impactar diretamente no resultado do seu trabalho.

Por outro lado, há tarefas como, por exemplo, enviar um relatório para o cliente até o final do expediente, que é considerada urgente e importante.

Para saber se as tarefas são realmente urgentes e prioritárias, você deve levar em consideração três critérios:

  • Prazo de entrega: se o tempo para execução da tarefa é curto, então ela se torna urgente.
  • Resultado: pondere o quanto a tarefa irá impactar no resultado final.
  • Equação de Pareto: o Princípio de Pareto que diz que 20% do que realizamos traz 80% de resultado. E 80% das atividades trazem apenas 20% do resultado. Essa equação pode ser aplicada em diversas situações, por exemplo: (80% das vendas são ganhas, frequentemente, com 20% dos produtos da empresa; 80% das licenças médicas são concedidas a 20% dos funcionários de uma empresa; 80% do total de tempo dos telespectadores é gasto assistindo a 20% dos programas mais populares; 80% de toda a riqueza estava nas mãos de no máximo 20% da população; etc). Aplique essa equação em suas atividades e veja quais são as atividades que trazem o maior resultado para definir as tarefas prioritárias.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA MEIRY KAMIA – Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br)- Tel. (11) 2832-5507 Sandra Takata

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ExigenteDemais

Saiba quando o perfeccionismo pode ser prejudicial para o seu desempenho profissional.

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por Meiry Kamia

Entregar um trabalho perfeito é o sonho de todo trabalhador. Todos nós saímos de casa para deixar uma marca positiva através dos trabalhos que realizamos. Entretanto, quando o excesso de zelo ultrapassa os limites, o resultado pode ser exatamente o contrário do que se busca.

O grande vilão do perfeccionismo é o crítico interno. Pessoas exigentes demais possuem um crítico interno muito grande. Não toleram erros alheios, e principalmente, não sabem lidar com os próprios erros. Por conta do medo de errar tornam-se pessoas tensas, rígidas, estressadas, sobrecarregam-se de trabalho e acabam adotando padrões negativos de comportamento.

O crítico interno faz com que a visão sobre os detalhes aumente ao mesmo tempo em que afunila a visão global do processo. Conheça alguns sinais que mostram se você é exigente demais:

  • Atrasos na entrega de trabalhos: a atenção demasiada nos detalhes faz com que o perfeccionista perca a noção de tempo.
  • Sente-se sobrecarregado de trabalho: o perfeccionista sempre acha que o tempo nunca é suficiente para a quantidade de tarefas que tem a cumprir. É comum permanecer além do horário para terminar tarefas não cumpridas durante o expediente.
  • Sente-se estressado: sente dificuldade em “desligar” das atividades da empresa. Mesmo quando está em casa seus pensamentos não param de repassar tarefas que ainda precisam ser cumpridas. O pensamento ansioso (preocupado com o futuro) gera estresse, e o estresse leva à irritação. É comum ver o perfeccionista reclamando de tudo e de todos.
  • Leva trabalho para casa: o perfeccionista não reclama de levar trabalho para casa. Aliás, para ele é uma prática comum. Para o perfeccionista, o mais importante é entregar um bom resultado não importa quanto tempo leve e esforço precise dispender para isso.
  • Tem dificuldade para delegar tarefas: o perfeccionista tem dificuldade em trabalhar em equipe porque não confia na forma como o colega fará o trabalho. Para ele, ninguém conseguirá executar o trabalho melhor do que ele. Por essa razão, não delega tarefas mesmo quando está sobrecarregado. Além disso, como também é bastante crítico, tem o hábito de criticar a ideia dos colegas, o que reforça a atitude de que seu modo particular de trabalho é superior ao dos colegas.
  • Tempo de lazer prejudicado: é comum o perfeccionista roubar o tempo da família e dos amigos para se dedicar ao trabalho. Seu crítico interno não permite que ele simplesmente relaxe. Relaxar para ele significa ser desleixado. Tem a crença errônea de que se relaxar, irá ficar tão folgado que não conseguirá trabalhar com o mesmo afinco.

Se você se identificou com pelo menos 3 pontos dos acima citados, então veja algumas dicas para diminuir o crítico interno a aumentar a qualidade de vida no trabalho:

  1. Perdoe a si mesmo: o perfeccionista tem muita dificuldade para lidar com erros. Entretanto, errar é humano e, muitas vezes, o aprendizado vem dos erros. Perdoar a si mesmo é a principal virtude que deve ser desenvolvida pelo perfeccionista. Perdoar significa reconhecer que é humano e não deixar de amar a si próprio por isso. Nunca diga “que burro que eu fui” quando cometer algum erro. Ao invés disso, pergunte-se “Que lição posso tirar dessa experiência?”. Se não aprender a perdoar a si mesmo, jamais conseguirá perdoar os erros dos colegas, e jamais chegará trabalhar em equipe e, muito menos ser um bom líder.
  2. Planeje o trabalho com visão global, depois afunile: o perfeccionista não é prático, ele é detalhista. Por isso deve desenvolver a praticidade. Ao planejar, tenha clara sua meta final. Calcule quanto tempo tem para entregar o trabalho. Depois, divida em pequenas tarefas estabelecendo prazos para cada etapa. Cumpra cada etapa de forma geral e só depois olhe os detalhes.
  3. Aprenda a delegar: delegar não significa “largar” o trabalho para alguém. Ao delegar a responsabilidade sobre a tarefa continua sendo sua. Por isso, procure delegar tarefas mais operacionais porque são mais fáceis de supervisionar e ensinar. Discuta com seu colega a melhor forma de executar a tarefa e deixe claro até que ponto vai a autonomia. A delegação ajuda a desenvolver a confiança no outro e também a aceitação e valorização da ideia do outro.
  4. 4.    Tenha tempo para você: qualquer coisa em excesso é prejudicial. Não há como executar um bom trabalho se você se sente exausto e sobrecarregado de trabalho. Aprenda a relaxar e sentir prazer no que faz. O bom trabalho deve ser feito com alegria e não como se alguém estivesse apontando uma arma contra a sua cabeça. Trabalhar sob pressão não é positivo, ainda mais quando a pressão vem, principalmente, de você mesmo.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contato: contato@meirykamia.com

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Você perde a motivação no trabalho com facilidade?

DesanimoTrabalho

Conheça aqui os inimigos da motivação e saiba como lidar com eles

Por Meiry Kamia

Motivação é um estado de espírito muito parecido com felicidade, prazer, alegria e satisfação. A falta de motivação, por outro lado, é caracterizada pelo desânimo, sensação de frustração ou de impotência. Se você se sente assim com relação ao seu trabalho, fique atento aos inimigos da motivação, você pode estar sendo vítima deles.

Inimigo 1 – FALTA DE CONSCIÊNCIA: motivação significa “motivo para a ação”. Se você não tem consciência do motivo pelo qual você executa seu trabalho dificilmente conseguirá manter-se motivado. Por exemplo, a motivação de um médico pode ser “salvar vidas”, a de um arquiteto pode ser “tornar a vida dos outros mais bonita e agradável por meio dos projetos”, etc. O trabalho que você realiza, mesmo que não seja o seu objetivo profissional final, deve fazer algum sentido para você. Por exemplo, pode ser que hoje você atue em uma área que não é a desejada, mas se você entender que as habilidade que está desenvolvendo no trabalho atual te ajudarão a desenvolver o trabalho dos seus sonhos futuramente, você encontrará motivos para realizá-lo com prazer. Pessoas motivadas possuem metas de vida claras e bem definidas, pensam nelas diariamente, alimentando seus sonhos e sua fé. Isso fortalece o subconsciente dando mais força psíquica para enfrentar os momentos de dificuldade.

E atenção! Costumo ouvir de algumas pessoas, que sua motivação para o trabalho é o salário. Não caia nessa armadilha. Dinheiro, segundo as pesquisas sobre motivação, está entre os mais baixos fatores de motivação. A motivação pelo dinheiro acaba assim que você recebe o seu salário.

Inimigo 2 – FOCO NOS PROBLEMAS: uma vez que você desvia a atenção dos seus sonhos, daquilo que te motiva, automaticamente, o seu foco recai sobre os problemas. É comum iniciarmos atividades novas bastante motivados (dieta, exercícios, trabalho novo, curso novo, etc), mas é difícil manter o entusiasmo até o final.

Se você fizer um comparativo entre seus pensamentos no início das atividades e depois de certo tempo, verá uma grande diferença. Por exemplo, lembre-se do dia em que recebeu a notícia do RH de sua empresa de que passara no processo seletivo. Lembre-se de sua alegria e pensamentos que se seguiram logo nos primeiros dias. Provavelmente, seus pensamentos giraram em torno de afirmações como “Como estou muito feliz por estar aqui! aprenderei bastante com os desafios”, ou “gostei muito das pessoas aqui, o clima é muito bom!”, ou “estou animado para começar a trabalhar e mostrar meu potencial”, etc.

Repare que após certo tempo, os pensamentos mudam para algo do tipo “não suporto esse cara do departamento ‘x’, vive fazendo piadinhas e comentários desagradáveis”, “não suporto ter que falar com ‘fulano’, ele é tão arrogante!”, ou “nossa, essa empresa tem tantos problemas que não tem solução…não sei o que estou fazendo aqui…”, “ô povo para fazer corpo mole nessa empresa! Se deixar, querem que eu faça tudo sozinho!”.

Perceba que os pensamentos foram de um extremo animado e motivado, focado na meta final, que era crescer profissionalmente, fazer o melhor trabalho, etc, para outro extremo em que o foco principal passou a ser “o cara chato e arrogante”, “os problemas da empresa”, “o pessoal que faz ‘corpo mole’”, etc. Nenhum ser humano trabalha para o pior. Trabalhamos apenas para o melhor para nós. Não há como ficar motivado para o trabalho, se você pensa que no ambiente de trabalho encontrará apenas coisas negativas. Quanto mais você pensa em seus sonhos, mais fortes eles se tornarão. A mesma coisa se dá com os problemas, quanto mais você pensa neles, mais fortes eles se tornarão. A questão é: você passa a acreditar naquilo que você pensa. A parte boa é que você pode escolher em quê pensar!

Inimigo 3 – O PAPEL DA VÍTIMA: ocorre quando a falta de motivação já se instalou. Um dos sintomas da vítima é a falta de auto-estima e, com ela, a falta de autoconfiança. A vítima se sente mais azarada do que outras pessoas, ou acha que há algo errado com ela. Sentem pena de si mesmas e pequenas frente aos problemas. Esse estado psicológico as faz colocar a culpa em outras pessoas por situações negativas de suas vidas. E se especializam em dar justificativas.

Para sair do estado negativo, é preciso mudar a forma de ver o mundo e a si mesmo. Comece resgatando a autoconfiança em si mesmo. A autoconfiança se dá na coerência entre o que se fala e faz. Comece com coisas simples, por exemplo, se você é tímido e deseja melhorar, estabeleça a meta de cumprimentar as pessoas do trabalho todos os dias, em bom som, mesmo que elas não correspondam. Faça isso por você. Depois, estabeleça outras metas simples e execute. Chegará o momento que você se sentirá mais confiante em estabelecer metas mais ousadas. Verá que resgatou a confiança em si mesmo, e que é uma pessoa que fala e faz!  Uma vez mais autoconfiante, poderá estabelecer metas motivadoras para o seu trabalho e lutar por sua felicidade!

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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COMO CRIAR ATITUDES POSITIVAS DIARIAMENTE NO TRABALHO: aumente sua produtividade

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Por Meiry Kamia

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Há um grande perigo por detrás de comentários aparentemente inofensivos e que fazemos diariamente como “estou preguiçosa(o)”, “não quero ficar pobre”, “não quero ficar doente”, “não quero dívidas”, etc.

Quando declaramos uma frase, automaticamente uma imagem se forma em nossa cabeça. A nossa mente só pensa por imagens. Quando você diz “não quero ficar doente” ou “não posso ficar doente”, a imagem mental criada é de você doente na cama. Isso ocorre porque nosso cérebro não entende a palavra “não”. A mente simplesmente tira o “não” e fica o restante da frase. No caso do exemplo, tirando o “não”, a frase ficaria: “quero ficar doente”. A mesma coisa se dá com a afirmação “não posso gastar dinheiro”.

Essa autosabotagem ocorre pelo desconhecimento das leis do cérebro. A mente é a criadora de toda a realidade existente dentro e fora de nós. Qualquer projeto começa na mente. O corpo, por ser um instrumento da mente, apenas executa aquilo que a mente ordena. Isso vale também para os casos de doenças. Sim, é possível criar uma doença através da própria mente. Por exemplo, quando você diz “Precisava fazer exercício, mas estou com uma preguiça…”, a imagem mental criada é de você mesma(o) cansada(o). O corpo automaticamente responde ao comando e você já se sente mais cansada(o) do que antes.

Para dar o comando correto é preciso pensar no resultado desejado. Por exemplo, se quer saúde, afirme: “Sou saudável”. Esse afirmação faz a mente criar uma imagem de si mesma(o) saudável, com vigor e energia. Seu corpo automaticamente reagirá ao comando dado.

Toda imagem gera uma emoção. Se eu pedir para você pensar em algum episódio de muita tristeza em sua vida, sua mente localizará o episódio e logo você estará triste. Se eu pedir para pensar em algo que te deixa muito feliz, logo seu estado emocional será de felicidade. A palavra “emoção” vem do latim “emovere” que significa “que te põe movimento”. As emoções determinam não só a qualidade dos comportamentos (mais vigor, menos vigor, mais intenso, rápido, devagar, etc) como também a qualidade da energia que vibramos.

Emoções potencializam a imagem mental. Algumas pessoas atraem o que não querem justamente porque pensam firmemente naquilo que não querem e, por vibração, atraem as situações. Por exemplo, uma pessoa que tem muito medo de assalto acaba por criar durante o dia diversas cenas de violência e perigo. Ao pensar nisso, a emoção criada é de medo. O corpo vibra tensão, ansiedade, perigo. Por similaridade, acabam por atrair situações parecidas, pois passam a maior parte do tempo alimentando esse tipo de imagem mental. Portanto, é importante você ter consciência do tipo de pensamento que você alimenta todos os dias.

Ao pensar em um projeto que você deseja muito, automaticamente, seu estado de espírito será de felicidade. Tal estado de espírito é positivo porque enche o corpo de energia e vigor. A sensação de bem estar também traz mais disposição para realizar atividades.

O segredo de uma atitude positiva para o trabalho requer pensamentos (imagem) e sentimentos coerentes e positivos, de forma a criar uma sensação de bem estar e positivismo para enfrentar o dia de trabalho. Essa receita funciona para qualquer intenção, seja para alcançar uma meta da empresa, seja para enfrentar um processo de mudança, para ser mais criativo, mais proativo, etc. Criar uma atitude positiva para o dia é fundamental para viver um dia de trabalho mais produtivo e, principalmente, mais prazeroso.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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POR DETRÁS DA FRUSTRAÇÃO

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Meiry Kamia

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Lucinha sentia-se arrasada. Frustrada. O desânimo era tanto que mal conseguia disfarçar. Dedicara cinco anos para a empresa, e agora, num processo de mudança e reestruturação, via-se com um chefe novo, fruto de uma contratação externa, num cargo que deveria ser o dela. Era terrível receber ordens de quem ainda nem entendia bem os processos da empresa. Sem contar a frustração de não ter sido reconhecida por tantos anos de trabalho. Estava perdendo prestígio e esforçava-se para esconder as dívidas que aumentavam como uma bola de neve. Era triste não poder comprar uma roupa decente para trabalhar. O carro começava a dar problemas, e a qualquer momento poderia parar de vez. Mas não tinha dinheiro para trocar de carro. 

Em casa a situação não era diferente. Era todo dia a mesma coisa. Saia voando do trabalho, pegava as crianças na escolinha, trânsito, e chegava em casa para a outra jornada de trabalho. Abria a porta do apartamento, e via aquela bagunça. Desânimo novamente. Ia direto para o fogão. Durante o preparo da janta, gritava irritada, o tempo todo, com as crianças. “Vá tomar banho!”, “Tira essa roupa já!!”, “Faz logo a droga da lição!”, “Vem jantar! Rápido!”. “Droga!” pensava consigo mesma, “Por que eu não tenho crianças educadas? Obedientes? Essas me irritam o tempo todo! Que inferno!!”.

Lembrava-se sempre com muita mágoa do ex-marido. Em sua visão, um dos principais responsáveis pelo seu fracasso. Ela, que tinha dedicado tantos anos ao casamento, imaginando um marido atencioso, generoso, que pudesse ‘bancar’ as suas contas, agora, estava sozinha e jogada às traças. “Como pude me enganar tanto?” pensava ela.

Lucinha estava cansada, esperava que a qualquer momento alguma coisa pudesse acontecer para tirá-la desse circuito de chateações e frustrações, porque ela mesma já não tinha mais forças para lutar. Parecia que o mundo havia feito um complô contra ela, onde todos trabalhavam para a sua infelicidade. 

A história de Lucinha ilustra o processo da frustração. A frustração é causada pelas expectativas criadas em relação às pessoas e situações. Fantasiar situações é comum e até saudável para o ser humano. O problema ocorre quando há o apego às fantasias ou desejos criados e não se aceita o mundo real. Aí surge o sofrimento.

A criança, por imaturidade psicológica e afetiva, apresenta mais dificuldade para tolerar a frustração. Por isso é comum ver crianças se jogando no chão, gritando, esperneando, toda vez que a mãe se recusa, por exemplo, a comprar um brinquedo numa loja.

Conforme amadurecem, o egocentrismo diminui, e elas começam a entender que o mundo nem sempre é compatível com as fantasias que criam. E ter essa compreensão ajuda a lidar melhor com a realidade.

Um dos geradores da frustração é a projeção. Por exemplo, a paixão, comum no início de todo relacionamento amoroso, é exatamente isso, uma projeção do ser que ama no ser amado. O ser que ama, projeta suas necessidades, admirações, cria expectativas de que o outro irá preencher suas carências. É óbvio que, cedo ou tarde, virá a frustração porque o ser amado não é a projeção, e sim uma pessoa. Sendo assim, a qualquer comportamento ou tomada de decisão do ser amado que não combine com a projeção criada, isso será considerada uma traição. E ouvimos queixas do tipo “como pude ser tão cego?”, “como pude me deixar enganar?”, etc.

Também costumamos projetar nossa felicidade em situações, ou objetos. E, como no caso de Lucinha, o fato de não ter o cargo desejado no trabalho, de não ter como comprar roupas novas, sapatos, carros, etc., conforme ela projetara para si mesma, já é motivo para a frustração.

Manifestações da frustração são a raiva e a tristeza. Assim como a criança esperneia quando não consegue o brinquedo desejado, o adulto imaturo xinga, fala mal, faz birra, etc., pois é a forma que tem de mostrar sua insatisfação. Depois, ao perceber que a realidade não muda, vem a tristeza junto com o sentimento de impotência, e assim, se torna queixoso e escravo daquilo que não tem. O frustrado, por imaturidade, nunca assume a responsabilidade por suas frustrações. A culpa será sempre do outro.

Então, o que é saudável? Ser saudável é ser maduro. É ser menos egocêntrico. É entender que não se tem controle sobre sentimentos, situações, personalidades, jeitos de ser, etc, de outras pessoas. É ser tolerante às frustrações, e isso não significa ser passivo, mas sim saber sonhar, mantendo os pés na realidade.

Tolerar frustrações fortalece o espírito, desenvolve a maturidade, e amplia o aprendizado. Grandes empreendedores passaram por inúmeras frustrações. A diferença entre o frustrado eterno e o vencedor é a forma como eles lidam com a frustração. O primeiro sucumbe, enquanto que o segundo supera. Se as coisas não saíram da forma como você imaginava, pergunte-se a si mesmo “onde poderia ter feito melhor?”, “o que posso aprender com essa situação?”, “como posso melhorar meu desempenho para atingir o que preciso?”.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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Em 2013 assuma a liderança de sua vida!

superação

Por Meiry Kamia

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No nível organizacional, sabemos que o bom exercício da liderança envolve a capacidade de conduzir e desenvolver a equipe, gerando resultados positivos, rumo à concretização de metas em comum.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado no nível pessoal. Você, assim como qualquer pessoa, tem o potencial e a responsabilidade de liderar a própria vida. Isso significa que você é capaz de desenvolver habilidades, gerar resultados sólidos rumo à concretização dos próprios sonhos.

Entretanto, muitas pessoas acreditam erroneamente que por terem um chefe na empresa isso as isenta de serem líderes da própria vida.  Colocam-se então no papel de vítima das circunstâncias da vida, numa postura passiva, sem energia para mudar, sem energia para criar uma realidade diferente, e não enxergam saída para os problemas. E da mesma forma que esperam que o chefe lhes diga o que fazer no trabalho, também esperam que uma solução mágica apareça para resolver os problemas.

A vítima sempre olha os problemas, o líder sempre enxerga e cria soluções. Outro dia ouvi um ditado interessante que dizia: o pessimista vê dificuldades em cada oportunidade. O otimista vê oportunidades em cada dificuldade.

Isso significa que ser líder ou vítima da própria vida é uma questão de escolha e posicionamento. Mas é muito mais vantajoso ter o poder da felicidade nas próprias mãos do que depender da vontade de outras pessoas, não é mesmo?

Algumas dicas para liderar a sua vida em 2013:

Líderes das empresas costumam se respaldar em 3 pontos básicos: visão, missão e valores. E você também pode fazer isso:

1)    Delimite a “visão da sua vida”: a visão é a imagem do futuro que você deseja para si mesmo, é a sua meta maior. Pergunte a si mesmo “Como você quer que sua vida esteja daqui há 10, 15, ou 20 anos?” Imagine-se na situação. A resposta deve ser honesta e realista.

  • Honesta: deve referir-se aos seus próprios desejos e não a de outras pessoas. Por exemplo, há pessoas que dizem querer fazer um curso, quando na verdade, só querem fazer para agradar outras pessoas. Ou então, há os exagerados que dizem “quero ser rico e viver de oba-oba” – mas sem querer trabalhar para isso, raramente irá conseguir, e isso significa que não há honestidade para consigo mesmo.
  • Realista: significa conhecer os próprios potenciais para saber se conseguirá desenvolver outras habilidades necessárias para alcançar seu sonho dentro de um prazo de tempo determinado. A vida é finita, temos um prazo para cumprir as metas e isso deve ser levado em consideração no projeto de vida.

2)    Defina sua missão de vida: missão é o “como” você alcançará a visão por você determinada. A missão deve conter o tipo de trabalho que irá fazer, a forma como irá trabalhar e o seu diferencial. Veja um exemplo de uma pessoa que trabalha com comunicação: “minha missão de vida é exercer meu talento através da comunicação de ideias, levando conhecimento e informação às pessoas. Farei isso através da renovação e aprendizado constante, com disposição, com amor, de forma que as pessoas que tenham contato com o resultado do meu trabalho também possam se beneficiar da energia positiva com que eu realizo meu trabalho”.

Observe que a missão de vida não tem a ver com o emprego, nem com a empresa que te contratou. Tem a ver com a forma como você realiza o trabalho e o que você entrega para as pessoas à sua volta.

3)    Defina os valores que respaldarão suas escolhas: os valores orientarão a forma como a missão será cumprida. Continuando o exemplo acima: “realizarei minha missão de vida de forma honesta, íntegra, respeitando a mim mesmo e aos outros, com humildade para aprender sempre, sem prejudicar outras pessoas, preservando a natureza e o bem estar social”

Uma vez determinados a visão, missão e valores pessoais, escreva-os e coloque em algum lugar que possa visualiza-los diariamente. Todos os dias, antes de dormir, e assim que acordar, lembre-se da sua visão e missão de sua vida. Você descobrirá a cada dia, o prazer e a felicidade de saber para que você existe!

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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