APRENDA A DIFERENCIAR: PRIORIDADE X URGÊNCIA

Overworked Businessman

por Meiry Kamia

Na correria do dia a dia é muito comum nos comportarmos como verdadeiros bombeiros “apagando incêndios”. Tudo se torna urgente, tudo é para “ontem”! Chega o ponto em que a produtividade cai e não entendemos por que, uma vez que estamos trabalhando no limite!

Saber diferenciar o que é prioritário e o que é urgente pode ser a chave para manter a produtividade em alta. Nem sempre o que é urgente é importante. E ao criarmos o hábito de simplesmente “apagar incêndios”, perdemos a capacidade de refletir se aquilo que estamos fazendo realmente será importante para o resultado final.

Urgente, mas não prioritário, seria, por exemplo, retirar caixas empilhadas que estão bem na frente da porta atrapalhando a passagem. É urgente porque está atrapalhando, mas não é prioritário porque retirá-las não irá impactar diretamente no resultado do seu trabalho.

Por outro lado, há tarefas como, por exemplo, enviar um relatório para o cliente até o final do expediente, que é considerada urgente e importante.

Para saber se as tarefas são realmente urgentes e prioritárias, você deve levar em consideração três critérios:

  • Prazo de entrega: se o tempo para execução da tarefa é curto, então ela se torna urgente.
  • Resultado: pondere o quanto a tarefa irá impactar no resultado final.
  • Equação de Pareto: o Princípio de Pareto que diz que 20% do que realizamos traz 80% de resultado. E 80% das atividades trazem apenas 20% do resultado. Essa equação pode ser aplicada em diversas situações, por exemplo: (80% das vendas são ganhas, frequentemente, com 20% dos produtos da empresa; 80% das licenças médicas são concedidas a 20% dos funcionários de uma empresa; 80% do total de tempo dos telespectadores é gasto assistindo a 20% dos programas mais populares; 80% de toda a riqueza estava nas mãos de no máximo 20% da população; etc). Aplique essa equação em suas atividades e veja quais são as atividades que trazem o maior resultado para definir as tarefas prioritárias.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA MEIRY KAMIA – Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br)- Tel. (11) 2832-5507 Sandra Takata

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LIBERTE-SE DA TIMIDEZ

timidez

*por Meiry Kamia

Habilidades como ser sociável, comunicativo, apresentar projetos, estão sendo cada vez mais valorizadas nas empresas. E, a timidez pode atrapalhar, e muito, o seu desempenho no trabalho ou até mesmo “empacar” seu sucesso profissional, além disso, pode ser um grande empecilho para as conquistas amorosas e relacionamentos sociais. Se você se considera tímido demais, seguem seis dicas para se libertar desse aprisionamento psicológico:

  1. ASSUMA QUE VOCÊ QUER: mudar comportamentos não é algo fácil de fazer, requer disciplina, força de vontade e muito foco. É comum, em meio a processos de mudança de comportamentos, que a vontade de desistir apareça, mas é preciso que a força de vontade vença sempre. Para isso, faça um acordo com você mesmo. Prometa que deseja mudar. A cada pensamento de desistência, lembre-se do que deseja deixar para trás (a timidez), e o que deseja alcançar: a liberdade de expressão, a espontaneidade. Assim manterá força motivacional para continuar a seguir em frente.
  2. REBAIXE O CRÍTICO INTERNO: pessoas tímidas normalmente são muito rígidas consigo mesmas. Não se permitem errar e, quando erram tendem a punir a si mesmas (“como sou burra”; “que idiota eu fui!” etc). Seu crítico interno é muito severo. Pessoas tímidas só se aceitam se forem perfeitas, mas ninguém é, aceite que é um ser humano como todos os outros, e que pode errar. Tire o poder do “crítico interno”. Toda vez que achar que errou, ou que falou algo indevido, ou passou algum vexame, seja compreensivo. Desenvolva a humildade. Assuma que fez o melhor que pôde, e que na próxima vez, irá melhorar. Trate-se como trataria uma criança, dê força a si mesma, diga a si mesma que irá conseguir que está ótima etc.
  3. VALORIZE SEUS PONTOS POSITIVOS: pessoas tímidas conhecem bem seus pontos negativos e raramente conhecem os pontos positivos. Faça uma lista de dez coisas que você faz bem e faça delas seus diferenciais. Saber que carrega em si coisas positivas aumenta a autoconfiança e autoestima. Conheça também os assuntos de que gosta, leia sobre eles, veja filmes, isso lhe ajudará a puxar e manter conversas em eventos sociais ou encontro com amigos.
  4. CUIDE DA AUTOIMAGEM: arrume-se! Penteie os cabelos, apare as unhas, cuide das roupas, aprenda a gostar de cuidar de si mesma. Além disso, uma boa imagem ajuda a manter a autoconfiança.
  5. ENFRENTE: aproveite cada chance que a vida lhe oferece para se testar: aceite convites para festas, happy hours, cumprimente pessoas desconhecidas mesmo que com um simples sorriso e aceno de cabeça, se alguém puxou conversa e procure mantê-la. Timidez se vence com esforço.
  6. SEJA PERSISTENTE: encontros sociais causam muita ansiedade nos tímidos e a vontade é sempre de “sair correndo” e se esconder. Quando isso acontecer, mantenha a calma. Quanto mais enfrentar o medo, mais fraco o medo se tornará. Para mudar efetivamente um comportamento, ele deve ser transformado em hábito. Isso significa que ele deve ser repetido diariamente, de forma consciente, por pelo menos trinta dias. Após esse período, você verá que os desafios se tornarão mais fáceis de transpor porque você já terá se habituado a eles.

MEIRY KAMIA é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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COMO CONTROLAR A ANSIEDADE EM APRESENTAÇÕES NO TRABALHO

Apresentacao-trabalho

Por Meiry Kamia

Saber se comunicar é uma habilidade importante para o mundo dos negócios. Atualmente, é quase impossível fugir de apresentações em público que vão desde apresentações na faculdade, até conduzir reuniões, apresentar projetos, participar de dinâmicas de seleção de emprego, etc. Mas toda vez é a mesma coisa, ao saber que terá que fazer uma apresentação, já bate o desespero, vem o frio na barriga, vergonha, medo de “dar branco”, medo de não agradar, etc. Como lidar com a ansiedade de falar em público?

Em primeiro lugar, saiba que esses medos são fantasias da mente de quem cria. É muito raro acontecer de o apresentador pegar uma plateia agressiva ou avessa ao que ele tem a dizer. Isso só ocorre em situações muito específicas como no caso da política, por exemplo. O medo, normalmente, está na fantasia de que, como centro das atenções, irá cometer alguma gafe, que irá mostrar alguma fraqueza e passar o maior vexame. Essa fantasia gera pensamentos catastróficos que causam reações físicas como sudorese, taquicardia, etc. E é por isso que a pessoa passa mal só de pensar.

Entretanto, existem algumas técnicas simples para amenizar e controlar as reações de ansiedade antes das apresentações:

  1. PLANEJE A APRESENTAÇÃO: comece estruturando a apresentação considerando o tempo determinado, o perfil da plateia, como iniciará e fechará a apresentação, e o conteúdo em si.
  1. UTILIZE RECURSOS VISUAIS: sempre que possível, utilize os recursos visuais, além de tornarem a apresentação mais dinâmica, eles facilitam a memorização do conteúdo.
  1. CRIE O SEU ROTEIRO: evite ler os slides, utilize-os apenas como lembrete da sequencia da sua apresentação. Crie um roteiro próprio que pode ser feito com a impressão dos slides e anotação de palavras-chaves, apenas para memorizar e te guiar.

Todo esse processo anterior, planejamento, estruturação, etc, por si só, mesmo sem você perceber, já vai amenizando a ansiedade porque você está se preparando para a apresentação. Saber que você está aumentando suas chances de acerto traz certo conforto.

  1. TREINE EM VOZ ALTA: um erro comum é as pessoas treinarem apenas mentalmente suas apresentações imaginando que terão um desempenho igual ao imaginado. Grande erro. Pensar assim é como um atleta que treina o salto mentalmente achando que o fará com perfeição no dia da apresentação. Habilidades devem ser treinadas. Portanto, treine em voz alta como se estivesse na apresentação. Procure não olhar para os slides, tenha o conteúdo em sua mente. Seu olhar deve estar direcionado para a plateia. Treine várias vezes sem preguiça. Uma dica é treinar imaginando o ambiente, a plateia da forma mais real possível. Isso minimiza o impacto quando você estiver se apresentando na vida real, pois a sua mente irá entender que você já passou por isso.
  1. PENSE POSITIVO: outro erro comum é ficar alimentando a fantasia de que a apresentação será um fracasso. Se pensar assim, com certeza será. Seu corpo executa o que sua mente manda. Portanto, envie mensagens positivas, pense como se a apresentação já fosse um sucesso, anime-se, demonstre isso no tom de voz, no olha, na expressão corporal e facial. Mostre que você está lá porque merece estar, porque é competente e tem algo importante para passar.
  1. ACALME-SE: momentos antes da apresentação procure relaxar o corpo. Busque um lugar privado, faça alongamentos, relaxe o pescoço, os ombros, os pulsos, as pernas, etc, para que você possa atuar de forma mais relaxada, sem demonstrar tensão. Respire fundo e solte o ar algumas vezes para relaxar a musculatura da respiração.

Caso ainda se sinta inseguro, durante o treinamento, pegue uma caneta, e relaxe segurando a caneta, sinta o corpo relaxando e sua mente atenta ao conteúdo. Dê mensagens à sua mente de que, toda vez que segurar a caneta durante a apresentação, você se sentirá calmo e irá se lembrar do conteúdo. Faça isso algumas vezes. Durante a apresentação, caso sinta insegurança, segure a caneta para que a mente se recorde da mensagem.

A comunicação, como qualquer habilidade exige treino. Quanto mais vezes exercitar, melhor se tornará. Portanto, aprenda a aprender, tenha paciência consigo mesmo e agarre todas as oportunidades que tiver para se apresentar.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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A IMPORTÂNCIA DO HAPPY HOUR

happy-hour

Por Meiry Kamia

Quem disse que sentar em um barzinho com amigos após o expediente de trabalho é perda de tempo? Saiba que participar de happy hours além de prazeroso, ajuda a manter seu patrimônio social, e ainda pode ser de grande ajuda nos momentos de recolocação.

Infelizmente, muitas pessoas deixam de cultivar os relacionamentos do trabalho por preguiça, e até mesmo preconceito, achando que estão sendo falsos. No final, acabam se isolando, deixando de usufruir dos bons momentos que o trabalho e a vida proporcionam, além de perderem grandes oportunidades de trabalho que chegam através dos amigos. Pesquisas indicam que as indicações são responsáveis por pelo menos 70% das recolocações.

Veja como potencializar os bons momentos após o trabalho:

  • Procure manter conversas positivas: os happy hours são momentos de descontração, portanto, evite dominar a conversa falando sobre seus problemas pessoais.
  • Evite reclamar do chefe, dos colegas de trabalho e da empresa: apesar de parecer apenas desabafo, ações como essas podem gerar mal estendidos, além de manchar sua reputação. Lembre-se que você está com pessoas do seu trabalho.
  • Comemore vitórias: valorizar as pequenas conquistas do dia-a-dia ajudam a manter o ânimo e a motivação. Celebrar com amigos alimenta o espírito de equipe lembrando a todos que ninguém está sozinho, e aumenta a confiança para as próximas conquistas.
  • Frequente outras redes sociais: tenha o hábito de aceitar convites de amigos e conheça os amigos de seus amigos. Amplie os encontros, almoce com pessoas diferentes pelo menos uma vez por semana.
  • Cultive os relacionamentos: crie o hábito de manter contato com os novos conhecidos. Ligue, mande mensagens, dedique algum tempo para os amigos. Evite ligar para as pessoas apenas quando precisa de um favor. Todos gostam de ajudar, mas ninguém quer se sentir “usado”.
  • Cuidado com os excessos: beber demais pode fazer com que você perca o limite do bom senso. Apesar de não estar mais no horário de expediente, querendo ou não, você é representante de sua empresa. Um vexame pode comprometer sua imagem profissional, fazendo com que você seja lembrado pelas gafes que cometeu e não pela boa companhia que você é.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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5 PASSOS PARA CUMPRIR METAS ESTIPULADAS PARA O ANO

Metas2014

por Meiry Kamia

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Muitas pessoas criam metas no início do ano, mas têm dificuldade para coloca-las em prática. Aqui seguem 5 passos para que você alcançar o sucesso no final desse ano:

1. Tenha metas motivadoras e realizáveis: ao criar suas metas analise o quanto elas são importantes para você e não para os outros. Por exemplo, se você estabeleceu que irá fazer um curso de inglês pergunte-se se está fazendo isso porque gosta do idioma ou simplesmente porque está na moda. Quanto mais você gostar da meta, mais fácil será cumpri-la.

Calcular se as metas estão dentro de suas capacidades também é importante para que você não se frustre no meio do caminho. As metas devem ser desafiadoras, mas não podem ser impossíveis.

Também é importante que sejam objetivas. Por exemplo, se você precisa perder peso, defina quantos quilos e em quanto tempo. Se deseja economizar dinheiro, defina a quantia mensal que será salva para o seu projeto. Assim fica mais fácil verificar se elas são realizáveis.

2. Comprometa-se: é preciso que você faça um acordo psicológico com você mesmo. Um ditado diz “Para todo ganho há uma perda. E para toda perda há um ganho”, isso vale para o cumprimento de suas metas. Por exemplo, se você decidiu que iria juntar dinheiro para trocar o carro, significa que terá que abrir mão de jantares ou qualquer outra atividade que gaste o dinheiro que você deseja guardar para o carro. Escolher conscientemente ajuda a manter a motivação em alta e a entender que a “privação” temporária é uma escolha e não um castigo.

 3. Inspire-se: é preciso ter força de vontade para cumprir as metas diariamente. Um exercício simples é a da visualização. Nossa mente pensa por imagens. Criar uma imagem do futuro desejado ajuda a nos inspirar. Por exemplo, se você deseja um carro novo, pegue uma foto do carro que deseja (modelo, cor, ano, etc), quanto mais próximo da realidade melhor. Se deseja perder peso, pegue uma foto sua no peso que deseja chegar ou de outra pessoa que lhe traga a inspiração. Pregue essa imagem num local em que possa visualizar todos os dias. Lembre-se sempre dessas imagens, principalmente quando der vontade de desistir da dieta e, por exemplo, comer um doce bem melado, ou gastar dinheiro com o que pode ser deixado para depois.

 4. Realize todos os dias: tenha o hábito de realizar ações observáveis que mostrem a você mesmo que está fazendo algo a seu favor. No caso do dinheiro, pergunte-se “onde você conseguiu economizar dinheiro?”, “quanto conseguiu economizar?”, etc, no caso do regime pergunte-se “quantas calorias deixou de consumir?”, “quantas calorias a mais você conseguiu gastar nos exercícios?”, etc. O importante é que você perceba o quanto você está trabalhando a seu favor.

 5.Cheque e ajuste: estipule um período, que pode ser semanal ou mensal para checar seu desempenho e ajustar metas. Imprevistos podem surgir e fazer com que você tenha que reavaliar suas metas. Não se desespere porque ajustar metas não significa desistir dos sonhos, nem que é um fracassado. Significa ajustar-se à realidade conforme ela se apresenta. O primeiro período mostrará se a forma como você está trabalhando está adequada ou não. Mostrará se está exagerando demais ou se é possível “apertar” um pouco mais.

 É importante ter noção de que a conquista de um sonho engloba muito mais que o sonho em si. Durante o percurso de transformar o sonho em realidade, somos obrigados a superarmos nossas limitações, vencermos a preguiça e desenvolvermos a força de vontade, a determinação, a disciplina, etc.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com ; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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VOCÊ É AUTOCONFIANTE NO TRABALHO?

Autoconfianca

Entenda quando a falta de autoconfiança pode prejudicar seu sucesso profissional

por Meiry Kamia

www.meirykamia.com

Você sente a boca secar, o corpo tremer, o coração disparar, etc, toda vez que precisa falar com o chefe, fazer uma apresentação em público, tomar uma decisão importante no trabalho? Ou então, é perfeccionista demais, sempre se sente culpado quando algo dá errado, é bonzinho demais, busca sempre o reconhecimento dos outros? Saiba que esses são alguns sinais de que sua autoconfiança pode estar em baixa.

Autoconfiança é o sentimento de segurança em suas próprias capacidades, ela é importante para o sucesso profissional porque é base para comportamentos de iniciativa, proatividade, inovação, condução de processos de mudança, etc.

A falta de autoconfiança pode ser manifestada pelas relações de dependência (tanto com parceiros como com relação à colegas de trabalho e chefia), falta de iniciativa, perfeccionismo (porque o medo de errar é imenso, então checa-se várias vezes o mesmo trabalho para certificar-se de que nada está errado), medo de assumir responsabilidades, medo de decepcionar o outro, medo de mudanças, necessidade de reconhecimento e atenção alheia. A falta de autoconfiança traz sentimentos de impotência, insegurança, dúvidas com relação ao seu próprio valor.

Por outro lado, autoconfiança demais também pode ser negativa. Na verdade pessoas que demonstram autoconfiança em excesso escondem uma baixa autoestima. Usam a máscara da arrogância para esconder a parte frágil da personalidade.

Tanto a falta como o excesso de autoconfiança são causados pela falta de autoconhecimento. Por conhecerem muito pouco de si mesmos, sentem-se inseguros. A referência de ambos os casos são referências externas.

A autoconfiança é um dos pilares da auto-estima. A lógica é: se confiamos pouco em nós mesmos, então temos menos auto-respeito, portanto, gostamos menos de nós. A auto-estima é formada na infância. Algumas crianças entendem que, para serem amadas precisam ser boazinhas o tempo todo, fazer as vontades das outras pessoas (pais, professores, amigos, etc), e deixam de exercitar suas próprias vontades e capacidades.
Assim, elas se tornam especialistas nas necessidades e potencialidades dos outros, e se esquecem de conhecerem suas próprias necessidades e habilidades.

Mas a parte positiva de tudo isso é que autoconfiança tem solução. Abaixo, seguem algumas dicas para você aumentar a sua autoconfiança, e consequentemente, sua autoestima:

  • Aprofunde o autoconhecimento: conhecer suas potencialidades e fragilidades é imprescindível para desenvolver a autoestima. Se você não souber do que tem medo e quais as armas internas que você tem para utilizar a seu favor, dificilmente conseguirá sair do ciclo vicioso da insegurança e autosabotagem. Esse é um caminho interno, é algo que só você pode fazer por você. A psicoterapia é indicada porque o ajuda a enxergar pontos que você não consegue ver no momento, além de abrir para novas possibilidades.
  • Valorize seus pontos fortes: pessoas com baixa autoestima costumam enxergar apenas suas fragilidades, o que só alimenta o ciclo da baixa autoestima. Reconhecer o que você tem e faz de bom é imprescindível para aumentar o amor próprio, o autorespeito e a autoconfiança.
  • Exercite a gratidão: gratidão é base do sentimento de felicidade. Quem não consegue ser grato, jamais conseguirá ser feliz. Pessoas com baixa autoconfiança costumam se queixar do que não possuem, mas não reconhecem e não agradecem pelo que são e pelo que têm. Um exercício simples e prático para desenvolver esse precioso sentimento é listar em um papel pelo menos 10 pontos positivos de si mesmo, podem ser habilidades, qualidades, etc. Se quiser, também pode incluir na lista coisas/objetos que você possui e gosta (ex.: casa, carro, livros, etc). Todos os dias de manhã, você deve pegar sua lista e item por item, visualizá-lo e agradecer com todo o coração, o fato de você ter tal habilidade ou objeto que te faz feliz.
  • Cuide do visual: a autoconfiança começa na imagem. Sinta-se seguro no visual. Arrume o cabelo, trabalhe uma maquiagem leve, vista-se adequadamente. Comece a gostar da imagem que você vê no espelho.
  • Execute pequenas metas: não dá para confiar em quem diz uma coisa e faz outra. Você também se enquadra nessa afirmação. Procure estabelecer pequenas metas, simples e práticas e execute-as. Não deixe para depois. Vença sua preguiça e medo todos os dias. Por exemplo, você pode estipular que lavará a louça de casa assim que terminar o jantar. Não deixará para depois. Ou, no trabalho, você poderá desafiar-se a ser mais participativo nas reuniões. Se você se vencer todos os dias, nada irá te vencer. A coerência entre o que você diz e faz, ajuda a aumentar a confiança em si mesmo.
  • Exercite a iniciativa: aproveite oportunidades para exercitar a iniciativa no trabalho. Ofereça ajuda, pergunte, interesse-se em aprender mais. Você se surpreenderá em como rapidamente perderá a timidez diante das coisas que é capaz de realizar.

*Meiry Kamia é palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional. Diretora da Meiry Kamia – Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (www.meirykamia.com).

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PROBLEMAS QUE NÃO DEVEM SER LEVADOS À CHEFIA

ProblemasChefia

Meiry Kamia

Solucionar problemas faz parte do rol de comportamentos necessários no cotidiano de trabalho. Entretanto, muitas dúvidas surgem quando o assunto está relacionado à chefia. Muitos profissionais se preocupam em levar muitos problemas para os chefes com receio de serem tachados de dependentes demais e “queimarem” sua imagem profissional.

Essa preocupação é pertinente. A chefia está sempre de olho na postura dos seus colaborares e em suas capacidades de tomarem decisões e responsabilizarem-se pelos resultados. Alguns colaboradores acabam pendendo para o extremo oposto, não solucionando o problema, ou não pedindo ajuda, mesmo quando ela é necessária. E isso também não é positivo. Então qual é o limite? Que tipos de problemas devem ser levados ou não levar à chefia?

Compreender o processo da empresa gera acertos na hora de decidir se o problema deve ser ou não compartilhado com a chefia. Problemas considerados importantes, e que devem ser levados à chefia, são aqueles que afetam o bom andamento da empresa e solucioná-los envolvem mudanças nos processos, impacto em outros departamentos ou que geram custo. Conhecer como a empresa funciona evita que funcionários com boas intenções tomem decisões precipitadas, e realizem mudanças que acabam trazendo ainda mais problemas para a empresa.

Uma boa dica é: antes de levar o problema para o chefe pense em 1 ou 2 soluções para oferecer, além de mostrar proatividade, esse hábito treina sua capacidade de pensar de forma estratégica, prevendo as consequências de suas ideias.

Agora seguem algumas dicas do que não deve ser levado para a chefia:

  • Evite valorizar o problema em busca de reconhecimento: alguns funcionários tendem a aumentar o problema com o intuito de valorizar sua ação na solução do problema. Anunciam e repetem diversas vezes como o problema aconteceu e o que ele fez para solucioná-lo. Saiba que os chefes baseiam-se nos comportamentos do dia-a-dia. Para ser realmente reconhecido como um “solucionador de problemas” é necessário que esse comportamento seja um hábito para você e não algo que se faz ocasionalmente. O Marketing Pessoal está na marca que você deixa por onde passa, na forma como você executa seu trabalho. Você não precisa falar sobre seus louros, você só precisa entregar bons resultados. Deixe que seus colegas falem sobre as suas vitórias. O peso da opinião de terceiros é sempre maior.
  • Evite levar problemas com colegas de trabalho: falar mal de colegas para o chefe não pega bem. Mesmo quando você o faz com as melhores das intenções. Alguns funcionários assumem a posição de “olheiros”, controlando o horário de chegada e saída dos colegas de trabalho, ou a forma como o colega está executando o trabalho, ou mesmo problemas de embate pessoal, etc. Na maioria das vezes, esse comportamento soa como fofoca. Problemas relacionados aos colegas de trabalho só devem ser levados à chefia quando afetam a ética, e que tragam prejuízos à empresa, como é o caso de roubo de equipamentos, fraudes, etc.

    falar mal de colegas para o chefe não pega bem. Mesmo quando você o faz com as melhores das intenções. Alguns funcionários assumem a posição de “olheiros”, controlando o horário de chegada e saída dos colegas de trabalho, ou a forma como o colega está executando o trabalho, ou mesmo problemas de embate pessoal, etc. Na maioria das vezes, esse comportamento soa como fofoca. Problemas relacionados aos colegas de trabalho só devem ser levados à chefia quando afetam a ética, e que tragam prejuízos à empresa, como é o caso de roubo de equipamentos, fraudes, etc.

  • Evite levar problemas familiares: comentar sobre problemas com filhos, separações, etc, não é visto como algo positivo, porque normalmente quando isso acontece é para justificar um mau desempenho no trabalho. O problema não é a questão pessoal em si, pois todos estão sujeitos a enfrentar graves problemas particulares, a questão maior nesse caso é a tendência à vitimização. Alguns funcionários desavisados acreditam que o fato de passarem por problemas pessoais justifica um mau desempenho no trabalho.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contato: contato@meirykamia.com

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