COMO LIDAR COM MUDANÇAS

Mudança

por Meiry Kamia

Mudança é a palavra do dia, com ela vem adaptação, versatilidade, multifuncionalidade, proatividade, entre outras. Mas falar é fácil, difícil é conseguir realmente lidar com as mudanças de forma positiva.

Mudanças sempre causam desconforto porque gera insegurança, sentimento movido pela emoção do MEDO. Ansiedade é o medo do futuro, entretanto as reações corporais ocorrem no momento presente. Só de pensar no que pode vir acontecer, já é possível sentir o coração bater forte, a boca seca, o suor aumenta, o corpo fica agitado, o olho esbugalhado, e uma vontade imensa de sair correndo.

Simplesmente não gostamos das mudanças porque além de nos causar esse terrível mal estar físico ainda faz com que tenhamos que aprender coisas novas, e nós somos seres que adoramos hábitos. A rotina nos traz uma falsa sensação de segurança, a crença é: se executar as tarefas todos os dias da mesma forma, isso trará a sensação de que o resto estará bem, chegaremos em casa seguros e garantimos mais um dia de vida! Mas é uma crença falsa que nos aprisiona e não permite aprender e crescer. Veja aqui dicas de como lidar com as mudanças de forma positiva:

  • Aceite que a mudança é necessária: faça o seu lado racional trabalhar. Encare de frente o desafio. Enquanto lutar contra a realidade sua energia será desviada da produtividade, e reclamar não muda a realidade. Crie uma atitude positiva perante as mudanças.
  • Crie sentido para a mudança: “o que eu ganho com essa mudança?” você terá que encontrar uma resposta para essa pergunta, caso contrário, perderá a motivação. Às vezes a mudança traz situações desagradáveis como demissões, fechamento de plantas, redução de custos, etc. Mas para toda perda tem um ganho que nem sempre é material. Pode-se ganhar em desenvolvimento de virtudes humanas como paciência, tolerância, esforço, foco, automotivação, iniciativa, etc.
  • Conheça seus medos: mudanças trazem a sensação do medo. Você tem medo de quê? Aproveite a situação para refletir sobre isso quando estiver em casa. Normalmente os medos vêm de crenças negativas e situações passadas que não fazem mais sentido.
  • Envolva-se no processo, foque no resultado: é importante mostrar postura ativa, perguntando, comunicando, oferecendo ajuda. Postura negativa é ficar parado esperando alguém dar ordens ou esperando o pior acontecer. Nessa postura você não ajuda, ao contrário, atrapalha. Mantenha a mente focada no resultado do trabalho e não nos problemas.
  • Aprenda a desapegar: nos apegamos a objetos, roupas, pessoas, etc, mas também nos apegamos a ideias e modos de fazer as coisas. Mudar também significa desapegar. Deixe o velho ir para que o novo chegue!

Meiry Kamia é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA DA MEIRY KAMIA
Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br)
Sandra Takata (sandra@versatilcomunicacao.com.br) – Tel. (11) 2832-5507

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Não consigo dizer “não”!

DizerNao

Bom dia prezada Meiry Kamia, desejo saber se é normal dizer sempre sim, em algumas situações esqueço das minhas próprias decisões. Até mudo se for necessário para dizer sim.  (codinome: Natividade)

Prezada “Natividade”, dizer sim para tudo e o tempo todo não é saudável.  Principalmente quando permitimos que as pessoas invadam nosso espaço pessoal ou quando nos submetemos a fazer coisas que não gostamos, ou que vão contra as nossas crenças/valores. Permitir que isso ocorra com frequência só faz aumentar o ressentimento, a raiva, a frustração, além de acabar com a auto estima.  Um pouco de egoísmo, nesse caso, é necessário para preservar seu espaço pessoal e auto estima, mas cuidado para não começar a dizer “não” para tudo, se isso acontecer é porque a balança pendeu demais para o outro lado. Realmente, não é fácil encontrar o equilíbrio entre atender as suas necessidades e as necessidades dos outros.

Outro ponto importante é entender que “não concordar com a opinião dos outros” não significa “não gostar dos outros”, significa simplesmente que você pensa diferente. Não há mal nenhum nisso. Você também não é obrigada a entrar numa briga por não concordar. Também não tema não ser aceita ou amada simplesmente porque pensa de forma diferente. De fato, as pessoas gostam das pessoas autênticas, verdadeiras, e das não pessoas que se moldam à opinião de outras pessoas simplesmente porque têm medo de serem rejeitadas.

Meiry Kamia

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Sou muito tímida e gostaria de melhorar…

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Boa tarde, assisti ao programa Mais Você esta semana e foi abordado o assunto: Timidez. Gostaria de sugestões de materiais de livros, vídeos sobre o assunto. Sou muito tímida e gostaria de melhorar. Obrigada, Gisela.  

Olá Gisela! A única forma de vencermos o medo é justamente fazendo o que mais tememos. A resposta para sua pergunta não está nos livros e sim em você mesma, porque o problema não é saber “o que” fazer, e sim, simplesmente “fazer”. O que existe é uma “trava” psicológica que a impede de ser espontânea, ou seja, falar sem o medo de ser julgada. Como disse no programa, os maiores críticos e carrascos estão dentro de você. Se você não se permite errar, se não aceita que pode errar, não se dará a chance de tentar, e, por medo de errar, não faz. E esse ciclo se retroalimenta te deixando cada vez mais aprisionada e frustrada.

O problema está na autoestima. Você só se aceita se for perfeita, e rechaça todo seu lado negativo. E aí mora o medo de expor suas opiniões e participar dos eventos sociais. Você tem muito medo que as pessoas percebam que você não é perfeita, e não te aceitem. Isso ocorre porque o seu foco não está nos seus pontos positivos e sim nos pontos negativos. Provavelmente, o tempo todo você fica pensando em o quanto se sente mais feia que sicrana, ou mais burra que beltrana, etc. Sempre pensa em si mesma de forma negativa e sempre comparando com outras pessoas. Para vencer a timidez tente seguir esses passos:

O primeiro passo é começar a gostar de si mesma, para isso é preciso que conheça e valorize seus pontos positivos. Parece que os pontos negativos você já conhece bem. Perceba o que faz de bom, quais são suas maiores habilidades, que tipos de assuntos lhe interessam (isso lhe ajudará a puxar e manter conversas), etc. Assim você diminui a sensação de ser “um nada” perto de outras pessoas. Aceite também que tem um lado negativo, que não é perfeita. Seja humilde.

O segundo passo é rebaixar o crítico interno, e isso deve ser feito de forma muito consciente. Toda vez que sentir pensamentos que irão travar sua espontaneidade, lute contra eles, pensando em outra coisa. Não alimente pensamentos negativos nessas horas. O medo de falar alguma bobagem em público faz com que você fique calada em eventos sociais porque tem medo do julgamento do outro. Lembre-se, o crítico está na sua cabeça. Nem sempre os pensamentos que estão na sua cabeça estão na cabeça dos outros. Se por acaso cometer “uma gafe”, perdoe-se! assim como faz com outras pessoas. Se você não é capaz de perdoar erros alheios, terá muita dificuldade em fazer isso com você mesma.

O terceiro passo é correr o risco, é fazer! Comunicar-se bem, ser espontânea, são habilidades que devem ser exercitadas, quanto mais você fizer, melhor se tornará. Aproveite todas as oportunidades que tiver para conversar com desconhecidos (na fila do banco ou do cinema, em festas, etc), nem que seja para falar um “oi”, ou falar sobre “como está o tempo”, o que importa é que você veja que realmente está trabalhando a seu favor. E, se por acaso, passar alguma vergonha, verá que vergonha não mata!

Boa sorte!

Meiry

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Será que não tenho aptidão para gestão? como saber? e como buscar oportunidades?

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Prezada Meiry Kamia

Assisti ao chat ao vivo na internet no Jornal Hoje, foi muito interessante para fazer uma auto-análise principalmente porque vivenciei algumas situações recentemente, gostaria de opinião profissional.

Sou advogada, trabalho na área jurídica a quase 10 anos, apesar da pouca idade, hoje 30 anos, iniciei atividades ainda quando estudava, iniciei trabalho na área como estagiária, depois fui promovida assistente, quando me formei já passei no Exame da OAB, comecei a trabalhar em outros escritórios e empresas, atuei internamente, externamente, fazendo audiências, cumprindo prazos, realizando orientações à prepostos, atuo na área de direito empresarial, tenho pós-graduação na área, sou comunicativa, em razão dessa experiência em setembro 2012 recebi uma proposta para gerir uma equipe, aceitei o desafio, no entanto encontrei muitas dificuldades, a primeira foi ausência de autonomia – as vezes parecia um teste, as coisas pioraram quando passei a ter que me reportar a qualquer decisão à uma funcionária da sede administrativa.

O Resultado foi o fechamento da unidade, é claro minha demissão.

Embora reconheça minhas falhas, não acredito que não possa exercer trabalho de gestão, talvez a inexperiência com pessoas pesou um pouco, não soube lhe dar com reclamações, me deparei exatamente com os tipos de funcionários citados na entrevista (mal humorado, fofoqueiro, manipulador e arrogante) fiz o feedback com cada um em separado, mas o feedback da empresa foi minha demissão.

Reconheço que não fui preparada para exercício da atividade, mas também senti falta do feedback da empresa, para reconhecer meus erros.

Estou participando de um processo seletivo, demonstrei atitude, garra, determinação, já conversei com RH, e gerente operacional, entrei em contato com empresa para demonstrar interesse, ainda não obtive resposta.

Adoro trabalhar, faço o que gosto, me entrego a empresa, visto a camisa, tenho muita simpatia e coragem, não me imagino fazendo outra coisa e não estou suportando a falta de oportunidades que encontro em minha cidade (Maringá-PR) como devo buscá-las, pois apesar de ser a terceira cidade mais importante do Paraná, não há divulgação na internet de oportunidades, em minha área não há empresas de RH com perfil, e tudo é indicação, resido a pouco tempo na cidade ainda não desenvolvi conhecimentos como saber qual melhor empresa, qual melhor escritório para trabalhar, além da desvalorização do profissional.

Será que não tenho aptidão para gestão? como saber? e como buscar oportunidades?

Gostaria de sua opinião.

Atenciosamente, Advogada.

Prezada Advogada,

Acho importante você fazer essa reflexão sobre os fatos ocorridos com os quais não estava preparada para lidar. Fazer gestão de pessoas não é nada fácil, lidar com pessoas e seus humores exige muita maturidade, paciência e é um trabalho de uma vida, ou seja, é uma atividade que tem começo, mas não tem fim.

É claro que você tem aptidão para gestão. Todos nós temos. Mas o bom gestor é desenvolvido através do próprio autoconhecimento e experiência de vida. Não tem como fazer gestão de outras pessoas, se nós mesmos não conhecemos o nosso próprio funcionamento emocional e psicológico. Também é preciso aprender com os erros que cometemos na vida. A experiência vivida, cuja lição foi aprendida, se transforma em sabedoria.

Tente aprender com as experiências passadas. Talvez, até pela própria juventude, naquele momento você queria ir rápido demais, queria autonomia, e a empresa estava em outra velocidade. No final, as duas partes se ressentiram. Pode ser que, naquela ocasião, a lição a ser aprendida era justamente a da paciência e ponderação.

Com gestora, naquela ocasião, ser exigente demais pode ter te levado à intransigência, o que pode ter minado o bom relacionamento e o bom clima organizacional.

Você já mostrou que é uma pessoa que tem o hábito de refletir sobre seus próprios comportamentos e isso, por si só, já é um ponto positivo para se tornar uma grande líder. Não tem medo de reconhecer que precisa desenvolver alguns pontos.

Para se conhecer um pouco mais, peça feedback às pessoas, pergunte a elas o que você precisa melhorar. Não precisa ser pessoas do seu trabalho, pode ser pessoas da sua família e do seu convívio. Deixe-as falar sem interromper. Ouça e pense. Não responda. Não tente justificar. Atente, principalmente, para as palavras que te causarem má impressão, ou que te fizerem sentir raiva, por exemplo: nervosinha, ansiosa, atropela os outros, etc. Quanto mais elas mexerem com você, mais atenção você precisa dar a elas. Com certeza nesses pontos há algo a ser aprendido.

Com relação às oportunidades, você deve buscar novos contatos. Indicações sempre são o caminho mais fácil e rápido. Sei que é difícil, mas o caminho do sucesso nunca foi fácil. Enquanto o emprego não vem, aproveite para exercitar o autoconhecimento e a paciência!

Meiry Kamia

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5 PASSOS PARA CUMPRIR METAS ESTIPULADAS PARA O ANO

Metas2014

por Meiry Kamia

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Muitas pessoas criam metas no início do ano, mas têm dificuldade para coloca-las em prática. Aqui seguem 5 passos para que você alcançar o sucesso no final desse ano:

1. Tenha metas motivadoras e realizáveis: ao criar suas metas analise o quanto elas são importantes para você e não para os outros. Por exemplo, se você estabeleceu que irá fazer um curso de inglês pergunte-se se está fazendo isso porque gosta do idioma ou simplesmente porque está na moda. Quanto mais você gostar da meta, mais fácil será cumpri-la.

Calcular se as metas estão dentro de suas capacidades também é importante para que você não se frustre no meio do caminho. As metas devem ser desafiadoras, mas não podem ser impossíveis.

Também é importante que sejam objetivas. Por exemplo, se você precisa perder peso, defina quantos quilos e em quanto tempo. Se deseja economizar dinheiro, defina a quantia mensal que será salva para o seu projeto. Assim fica mais fácil verificar se elas são realizáveis.

2. Comprometa-se: é preciso que você faça um acordo psicológico com você mesmo. Um ditado diz “Para todo ganho há uma perda. E para toda perda há um ganho”, isso vale para o cumprimento de suas metas. Por exemplo, se você decidiu que iria juntar dinheiro para trocar o carro, significa que terá que abrir mão de jantares ou qualquer outra atividade que gaste o dinheiro que você deseja guardar para o carro. Escolher conscientemente ajuda a manter a motivação em alta e a entender que a “privação” temporária é uma escolha e não um castigo.

 3. Inspire-se: é preciso ter força de vontade para cumprir as metas diariamente. Um exercício simples é a da visualização. Nossa mente pensa por imagens. Criar uma imagem do futuro desejado ajuda a nos inspirar. Por exemplo, se você deseja um carro novo, pegue uma foto do carro que deseja (modelo, cor, ano, etc), quanto mais próximo da realidade melhor. Se deseja perder peso, pegue uma foto sua no peso que deseja chegar ou de outra pessoa que lhe traga a inspiração. Pregue essa imagem num local em que possa visualizar todos os dias. Lembre-se sempre dessas imagens, principalmente quando der vontade de desistir da dieta e, por exemplo, comer um doce bem melado, ou gastar dinheiro com o que pode ser deixado para depois.

 4. Realize todos os dias: tenha o hábito de realizar ações observáveis que mostrem a você mesmo que está fazendo algo a seu favor. No caso do dinheiro, pergunte-se “onde você conseguiu economizar dinheiro?”, “quanto conseguiu economizar?”, etc, no caso do regime pergunte-se “quantas calorias deixou de consumir?”, “quantas calorias a mais você conseguiu gastar nos exercícios?”, etc. O importante é que você perceba o quanto você está trabalhando a seu favor.

 5.Cheque e ajuste: estipule um período, que pode ser semanal ou mensal para checar seu desempenho e ajustar metas. Imprevistos podem surgir e fazer com que você tenha que reavaliar suas metas. Não se desespere porque ajustar metas não significa desistir dos sonhos, nem que é um fracassado. Significa ajustar-se à realidade conforme ela se apresenta. O primeiro período mostrará se a forma como você está trabalhando está adequada ou não. Mostrará se está exagerando demais ou se é possível “apertar” um pouco mais.

 É importante ter noção de que a conquista de um sonho engloba muito mais que o sonho em si. Durante o percurso de transformar o sonho em realidade, somos obrigados a superarmos nossas limitações, vencermos a preguiça e desenvolvermos a força de vontade, a determinação, a disciplina, etc.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com ; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

Assessoria de Imprensa: Versátil Comunicação Estratégica – Vitor Deyrmandjian (vitor@versatilcomunicacao.com.br) Tel. (11) 2832-5509

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VOCÊ É AUTOCONFIANTE NO TRABALHO?

Autoconfianca

Entenda quando a falta de autoconfiança pode prejudicar seu sucesso profissional

por Meiry Kamia

www.meirykamia.com

Você sente a boca secar, o corpo tremer, o coração disparar, etc, toda vez que precisa falar com o chefe, fazer uma apresentação em público, tomar uma decisão importante no trabalho? Ou então, é perfeccionista demais, sempre se sente culpado quando algo dá errado, é bonzinho demais, busca sempre o reconhecimento dos outros? Saiba que esses são alguns sinais de que sua autoconfiança pode estar em baixa.

Autoconfiança é o sentimento de segurança em suas próprias capacidades, ela é importante para o sucesso profissional porque é base para comportamentos de iniciativa, proatividade, inovação, condução de processos de mudança, etc.

A falta de autoconfiança pode ser manifestada pelas relações de dependência (tanto com parceiros como com relação à colegas de trabalho e chefia), falta de iniciativa, perfeccionismo (porque o medo de errar é imenso, então checa-se várias vezes o mesmo trabalho para certificar-se de que nada está errado), medo de assumir responsabilidades, medo de decepcionar o outro, medo de mudanças, necessidade de reconhecimento e atenção alheia. A falta de autoconfiança traz sentimentos de impotência, insegurança, dúvidas com relação ao seu próprio valor.

Por outro lado, autoconfiança demais também pode ser negativa. Na verdade pessoas que demonstram autoconfiança em excesso escondem uma baixa autoestima. Usam a máscara da arrogância para esconder a parte frágil da personalidade.

Tanto a falta como o excesso de autoconfiança são causados pela falta de autoconhecimento. Por conhecerem muito pouco de si mesmos, sentem-se inseguros. A referência de ambos os casos são referências externas.

A autoconfiança é um dos pilares da auto-estima. A lógica é: se confiamos pouco em nós mesmos, então temos menos auto-respeito, portanto, gostamos menos de nós. A auto-estima é formada na infância. Algumas crianças entendem que, para serem amadas precisam ser boazinhas o tempo todo, fazer as vontades das outras pessoas (pais, professores, amigos, etc), e deixam de exercitar suas próprias vontades e capacidades.
Assim, elas se tornam especialistas nas necessidades e potencialidades dos outros, e se esquecem de conhecerem suas próprias necessidades e habilidades.

Mas a parte positiva de tudo isso é que autoconfiança tem solução. Abaixo, seguem algumas dicas para você aumentar a sua autoconfiança, e consequentemente, sua autoestima:

  • Aprofunde o autoconhecimento: conhecer suas potencialidades e fragilidades é imprescindível para desenvolver a autoestima. Se você não souber do que tem medo e quais as armas internas que você tem para utilizar a seu favor, dificilmente conseguirá sair do ciclo vicioso da insegurança e autosabotagem. Esse é um caminho interno, é algo que só você pode fazer por você. A psicoterapia é indicada porque o ajuda a enxergar pontos que você não consegue ver no momento, além de abrir para novas possibilidades.
  • Valorize seus pontos fortes: pessoas com baixa autoestima costumam enxergar apenas suas fragilidades, o que só alimenta o ciclo da baixa autoestima. Reconhecer o que você tem e faz de bom é imprescindível para aumentar o amor próprio, o autorespeito e a autoconfiança.
  • Exercite a gratidão: gratidão é base do sentimento de felicidade. Quem não consegue ser grato, jamais conseguirá ser feliz. Pessoas com baixa autoconfiança costumam se queixar do que não possuem, mas não reconhecem e não agradecem pelo que são e pelo que têm. Um exercício simples e prático para desenvolver esse precioso sentimento é listar em um papel pelo menos 10 pontos positivos de si mesmo, podem ser habilidades, qualidades, etc. Se quiser, também pode incluir na lista coisas/objetos que você possui e gosta (ex.: casa, carro, livros, etc). Todos os dias de manhã, você deve pegar sua lista e item por item, visualizá-lo e agradecer com todo o coração, o fato de você ter tal habilidade ou objeto que te faz feliz.
  • Cuide do visual: a autoconfiança começa na imagem. Sinta-se seguro no visual. Arrume o cabelo, trabalhe uma maquiagem leve, vista-se adequadamente. Comece a gostar da imagem que você vê no espelho.
  • Execute pequenas metas: não dá para confiar em quem diz uma coisa e faz outra. Você também se enquadra nessa afirmação. Procure estabelecer pequenas metas, simples e práticas e execute-as. Não deixe para depois. Vença sua preguiça e medo todos os dias. Por exemplo, você pode estipular que lavará a louça de casa assim que terminar o jantar. Não deixará para depois. Ou, no trabalho, você poderá desafiar-se a ser mais participativo nas reuniões. Se você se vencer todos os dias, nada irá te vencer. A coerência entre o que você diz e faz, ajuda a aumentar a confiança em si mesmo.
  • Exercite a iniciativa: aproveite oportunidades para exercitar a iniciativa no trabalho. Ofereça ajuda, pergunte, interesse-se em aprender mais. Você se surpreenderá em como rapidamente perderá a timidez diante das coisas que é capaz de realizar.

*Meiry Kamia é palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional. Diretora da Meiry Kamia – Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (www.meirykamia.com).

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PROBLEMAS QUE NÃO DEVEM SER LEVADOS À CHEFIA

ProblemasChefia

Meiry Kamia

Solucionar problemas faz parte do rol de comportamentos necessários no cotidiano de trabalho. Entretanto, muitas dúvidas surgem quando o assunto está relacionado à chefia. Muitos profissionais se preocupam em levar muitos problemas para os chefes com receio de serem tachados de dependentes demais e “queimarem” sua imagem profissional.

Essa preocupação é pertinente. A chefia está sempre de olho na postura dos seus colaborares e em suas capacidades de tomarem decisões e responsabilizarem-se pelos resultados. Alguns colaboradores acabam pendendo para o extremo oposto, não solucionando o problema, ou não pedindo ajuda, mesmo quando ela é necessária. E isso também não é positivo. Então qual é o limite? Que tipos de problemas devem ser levados ou não levar à chefia?

Compreender o processo da empresa gera acertos na hora de decidir se o problema deve ser ou não compartilhado com a chefia. Problemas considerados importantes, e que devem ser levados à chefia, são aqueles que afetam o bom andamento da empresa e solucioná-los envolvem mudanças nos processos, impacto em outros departamentos ou que geram custo. Conhecer como a empresa funciona evita que funcionários com boas intenções tomem decisões precipitadas, e realizem mudanças que acabam trazendo ainda mais problemas para a empresa.

Uma boa dica é: antes de levar o problema para o chefe pense em 1 ou 2 soluções para oferecer, além de mostrar proatividade, esse hábito treina sua capacidade de pensar de forma estratégica, prevendo as consequências de suas ideias.

Agora seguem algumas dicas do que não deve ser levado para a chefia:

  • Evite valorizar o problema em busca de reconhecimento: alguns funcionários tendem a aumentar o problema com o intuito de valorizar sua ação na solução do problema. Anunciam e repetem diversas vezes como o problema aconteceu e o que ele fez para solucioná-lo. Saiba que os chefes baseiam-se nos comportamentos do dia-a-dia. Para ser realmente reconhecido como um “solucionador de problemas” é necessário que esse comportamento seja um hábito para você e não algo que se faz ocasionalmente. O Marketing Pessoal está na marca que você deixa por onde passa, na forma como você executa seu trabalho. Você não precisa falar sobre seus louros, você só precisa entregar bons resultados. Deixe que seus colegas falem sobre as suas vitórias. O peso da opinião de terceiros é sempre maior.
  • Evite levar problemas com colegas de trabalho: falar mal de colegas para o chefe não pega bem. Mesmo quando você o faz com as melhores das intenções. Alguns funcionários assumem a posição de “olheiros”, controlando o horário de chegada e saída dos colegas de trabalho, ou a forma como o colega está executando o trabalho, ou mesmo problemas de embate pessoal, etc. Na maioria das vezes, esse comportamento soa como fofoca. Problemas relacionados aos colegas de trabalho só devem ser levados à chefia quando afetam a ética, e que tragam prejuízos à empresa, como é o caso de roubo de equipamentos, fraudes, etc.

    falar mal de colegas para o chefe não pega bem. Mesmo quando você o faz com as melhores das intenções. Alguns funcionários assumem a posição de “olheiros”, controlando o horário de chegada e saída dos colegas de trabalho, ou a forma como o colega está executando o trabalho, ou mesmo problemas de embate pessoal, etc. Na maioria das vezes, esse comportamento soa como fofoca. Problemas relacionados aos colegas de trabalho só devem ser levados à chefia quando afetam a ética, e que tragam prejuízos à empresa, como é o caso de roubo de equipamentos, fraudes, etc.

  • Evite levar problemas familiares: comentar sobre problemas com filhos, separações, etc, não é visto como algo positivo, porque normalmente quando isso acontece é para justificar um mau desempenho no trabalho. O problema não é a questão pessoal em si, pois todos estão sujeitos a enfrentar graves problemas particulares, a questão maior nesse caso é a tendência à vitimização. Alguns funcionários desavisados acreditam que o fato de passarem por problemas pessoais justifica um mau desempenho no trabalho.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contato: contato@meirykamia.com

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