COMO LIDAR COM MUDANÇAS

Mudança

por Meiry Kamia

Mudança é a palavra do dia, com ela vem adaptação, versatilidade, multifuncionalidade, proatividade, entre outras. Mas falar é fácil, difícil é conseguir realmente lidar com as mudanças de forma positiva.

Mudanças sempre causam desconforto porque gera insegurança, sentimento movido pela emoção do MEDO. Ansiedade é o medo do futuro, entretanto as reações corporais ocorrem no momento presente. Só de pensar no que pode vir acontecer, já é possível sentir o coração bater forte, a boca seca, o suor aumenta, o corpo fica agitado, o olho esbugalhado, e uma vontade imensa de sair correndo.

Simplesmente não gostamos das mudanças porque além de nos causar esse terrível mal estar físico ainda faz com que tenhamos que aprender coisas novas, e nós somos seres que adoramos hábitos. A rotina nos traz uma falsa sensação de segurança, a crença é: se executar as tarefas todos os dias da mesma forma, isso trará a sensação de que o resto estará bem, chegaremos em casa seguros e garantimos mais um dia de vida! Mas é uma crença falsa que nos aprisiona e não permite aprender e crescer. Veja aqui dicas de como lidar com as mudanças de forma positiva:

  • Aceite que a mudança é necessária: faça o seu lado racional trabalhar. Encare de frente o desafio. Enquanto lutar contra a realidade sua energia será desviada da produtividade, e reclamar não muda a realidade. Crie uma atitude positiva perante as mudanças.
  • Crie sentido para a mudança: “o que eu ganho com essa mudança?” você terá que encontrar uma resposta para essa pergunta, caso contrário, perderá a motivação. Às vezes a mudança traz situações desagradáveis como demissões, fechamento de plantas, redução de custos, etc. Mas para toda perda tem um ganho que nem sempre é material. Pode-se ganhar em desenvolvimento de virtudes humanas como paciência, tolerância, esforço, foco, automotivação, iniciativa, etc.
  • Conheça seus medos: mudanças trazem a sensação do medo. Você tem medo de quê? Aproveite a situação para refletir sobre isso quando estiver em casa. Normalmente os medos vêm de crenças negativas e situações passadas que não fazem mais sentido.
  • Envolva-se no processo, foque no resultado: é importante mostrar postura ativa, perguntando, comunicando, oferecendo ajuda. Postura negativa é ficar parado esperando alguém dar ordens ou esperando o pior acontecer. Nessa postura você não ajuda, ao contrário, atrapalha. Mantenha a mente focada no resultado do trabalho e não nos problemas.
  • Aprenda a desapegar: nos apegamos a objetos, roupas, pessoas, etc, mas também nos apegamos a ideias e modos de fazer as coisas. Mudar também significa desapegar. Deixe o velho ir para que o novo chegue!

Meiry Kamia é Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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Será que não tenho aptidão para gestão? como saber? e como buscar oportunidades?

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Prezada Meiry Kamia

Assisti ao chat ao vivo na internet no Jornal Hoje, foi muito interessante para fazer uma auto-análise principalmente porque vivenciei algumas situações recentemente, gostaria de opinião profissional.

Sou advogada, trabalho na área jurídica a quase 10 anos, apesar da pouca idade, hoje 30 anos, iniciei atividades ainda quando estudava, iniciei trabalho na área como estagiária, depois fui promovida assistente, quando me formei já passei no Exame da OAB, comecei a trabalhar em outros escritórios e empresas, atuei internamente, externamente, fazendo audiências, cumprindo prazos, realizando orientações à prepostos, atuo na área de direito empresarial, tenho pós-graduação na área, sou comunicativa, em razão dessa experiência em setembro 2012 recebi uma proposta para gerir uma equipe, aceitei o desafio, no entanto encontrei muitas dificuldades, a primeira foi ausência de autonomia – as vezes parecia um teste, as coisas pioraram quando passei a ter que me reportar a qualquer decisão à uma funcionária da sede administrativa.

O Resultado foi o fechamento da unidade, é claro minha demissão.

Embora reconheça minhas falhas, não acredito que não possa exercer trabalho de gestão, talvez a inexperiência com pessoas pesou um pouco, não soube lhe dar com reclamações, me deparei exatamente com os tipos de funcionários citados na entrevista (mal humorado, fofoqueiro, manipulador e arrogante) fiz o feedback com cada um em separado, mas o feedback da empresa foi minha demissão.

Reconheço que não fui preparada para exercício da atividade, mas também senti falta do feedback da empresa, para reconhecer meus erros.

Estou participando de um processo seletivo, demonstrei atitude, garra, determinação, já conversei com RH, e gerente operacional, entrei em contato com empresa para demonstrar interesse, ainda não obtive resposta.

Adoro trabalhar, faço o que gosto, me entrego a empresa, visto a camisa, tenho muita simpatia e coragem, não me imagino fazendo outra coisa e não estou suportando a falta de oportunidades que encontro em minha cidade (Maringá-PR) como devo buscá-las, pois apesar de ser a terceira cidade mais importante do Paraná, não há divulgação na internet de oportunidades, em minha área não há empresas de RH com perfil, e tudo é indicação, resido a pouco tempo na cidade ainda não desenvolvi conhecimentos como saber qual melhor empresa, qual melhor escritório para trabalhar, além da desvalorização do profissional.

Será que não tenho aptidão para gestão? como saber? e como buscar oportunidades?

Gostaria de sua opinião.

Atenciosamente, Advogada.

Prezada Advogada,

Acho importante você fazer essa reflexão sobre os fatos ocorridos com os quais não estava preparada para lidar. Fazer gestão de pessoas não é nada fácil, lidar com pessoas e seus humores exige muita maturidade, paciência e é um trabalho de uma vida, ou seja, é uma atividade que tem começo, mas não tem fim.

É claro que você tem aptidão para gestão. Todos nós temos. Mas o bom gestor é desenvolvido através do próprio autoconhecimento e experiência de vida. Não tem como fazer gestão de outras pessoas, se nós mesmos não conhecemos o nosso próprio funcionamento emocional e psicológico. Também é preciso aprender com os erros que cometemos na vida. A experiência vivida, cuja lição foi aprendida, se transforma em sabedoria.

Tente aprender com as experiências passadas. Talvez, até pela própria juventude, naquele momento você queria ir rápido demais, queria autonomia, e a empresa estava em outra velocidade. No final, as duas partes se ressentiram. Pode ser que, naquela ocasião, a lição a ser aprendida era justamente a da paciência e ponderação.

Com gestora, naquela ocasião, ser exigente demais pode ter te levado à intransigência, o que pode ter minado o bom relacionamento e o bom clima organizacional.

Você já mostrou que é uma pessoa que tem o hábito de refletir sobre seus próprios comportamentos e isso, por si só, já é um ponto positivo para se tornar uma grande líder. Não tem medo de reconhecer que precisa desenvolver alguns pontos.

Para se conhecer um pouco mais, peça feedback às pessoas, pergunte a elas o que você precisa melhorar. Não precisa ser pessoas do seu trabalho, pode ser pessoas da sua família e do seu convívio. Deixe-as falar sem interromper. Ouça e pense. Não responda. Não tente justificar. Atente, principalmente, para as palavras que te causarem má impressão, ou que te fizerem sentir raiva, por exemplo: nervosinha, ansiosa, atropela os outros, etc. Quanto mais elas mexerem com você, mais atenção você precisa dar a elas. Com certeza nesses pontos há algo a ser aprendido.

Com relação às oportunidades, você deve buscar novos contatos. Indicações sempre são o caminho mais fácil e rápido. Sei que é difícil, mas o caminho do sucesso nunca foi fácil. Enquanto o emprego não vem, aproveite para exercitar o autoconhecimento e a paciência!

Meiry Kamia

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COMO CONTROLAR A ANSIEDADE EM APRESENTAÇÕES NO TRABALHO

Apresentacao-trabalho

Por Meiry Kamia

Saber se comunicar é uma habilidade importante para o mundo dos negócios. Atualmente, é quase impossível fugir de apresentações em público que vão desde apresentações na faculdade, até conduzir reuniões, apresentar projetos, participar de dinâmicas de seleção de emprego, etc. Mas toda vez é a mesma coisa, ao saber que terá que fazer uma apresentação, já bate o desespero, vem o frio na barriga, vergonha, medo de “dar branco”, medo de não agradar, etc. Como lidar com a ansiedade de falar em público?

Em primeiro lugar, saiba que esses medos são fantasias da mente de quem cria. É muito raro acontecer de o apresentador pegar uma plateia agressiva ou avessa ao que ele tem a dizer. Isso só ocorre em situações muito específicas como no caso da política, por exemplo. O medo, normalmente, está na fantasia de que, como centro das atenções, irá cometer alguma gafe, que irá mostrar alguma fraqueza e passar o maior vexame. Essa fantasia gera pensamentos catastróficos que causam reações físicas como sudorese, taquicardia, etc. E é por isso que a pessoa passa mal só de pensar.

Entretanto, existem algumas técnicas simples para amenizar e controlar as reações de ansiedade antes das apresentações:

  1. PLANEJE A APRESENTAÇÃO: comece estruturando a apresentação considerando o tempo determinado, o perfil da plateia, como iniciará e fechará a apresentação, e o conteúdo em si.
  1. UTILIZE RECURSOS VISUAIS: sempre que possível, utilize os recursos visuais, além de tornarem a apresentação mais dinâmica, eles facilitam a memorização do conteúdo.
  1. CRIE O SEU ROTEIRO: evite ler os slides, utilize-os apenas como lembrete da sequencia da sua apresentação. Crie um roteiro próprio que pode ser feito com a impressão dos slides e anotação de palavras-chaves, apenas para memorizar e te guiar.

Todo esse processo anterior, planejamento, estruturação, etc, por si só, mesmo sem você perceber, já vai amenizando a ansiedade porque você está se preparando para a apresentação. Saber que você está aumentando suas chances de acerto traz certo conforto.

  1. TREINE EM VOZ ALTA: um erro comum é as pessoas treinarem apenas mentalmente suas apresentações imaginando que terão um desempenho igual ao imaginado. Grande erro. Pensar assim é como um atleta que treina o salto mentalmente achando que o fará com perfeição no dia da apresentação. Habilidades devem ser treinadas. Portanto, treine em voz alta como se estivesse na apresentação. Procure não olhar para os slides, tenha o conteúdo em sua mente. Seu olhar deve estar direcionado para a plateia. Treine várias vezes sem preguiça. Uma dica é treinar imaginando o ambiente, a plateia da forma mais real possível. Isso minimiza o impacto quando você estiver se apresentando na vida real, pois a sua mente irá entender que você já passou por isso.
  1. PENSE POSITIVO: outro erro comum é ficar alimentando a fantasia de que a apresentação será um fracasso. Se pensar assim, com certeza será. Seu corpo executa o que sua mente manda. Portanto, envie mensagens positivas, pense como se a apresentação já fosse um sucesso, anime-se, demonstre isso no tom de voz, no olha, na expressão corporal e facial. Mostre que você está lá porque merece estar, porque é competente e tem algo importante para passar.
  1. ACALME-SE: momentos antes da apresentação procure relaxar o corpo. Busque um lugar privado, faça alongamentos, relaxe o pescoço, os ombros, os pulsos, as pernas, etc, para que você possa atuar de forma mais relaxada, sem demonstrar tensão. Respire fundo e solte o ar algumas vezes para relaxar a musculatura da respiração.

Caso ainda se sinta inseguro, durante o treinamento, pegue uma caneta, e relaxe segurando a caneta, sinta o corpo relaxando e sua mente atenta ao conteúdo. Dê mensagens à sua mente de que, toda vez que segurar a caneta durante a apresentação, você se sentirá calmo e irá se lembrar do conteúdo. Faça isso algumas vezes. Durante a apresentação, caso sinta insegurança, segure a caneta para que a mente se recorde da mensagem.

A comunicação, como qualquer habilidade exige treino. Quanto mais vezes exercitar, melhor se tornará. Portanto, aprenda a aprender, tenha paciência consigo mesmo e agarre todas as oportunidades que tiver para se apresentar.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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A IMPORTÂNCIA DO HAPPY HOUR

happy-hour

Por Meiry Kamia

Quem disse que sentar em um barzinho com amigos após o expediente de trabalho é perda de tempo? Saiba que participar de happy hours além de prazeroso, ajuda a manter seu patrimônio social, e ainda pode ser de grande ajuda nos momentos de recolocação.

Infelizmente, muitas pessoas deixam de cultivar os relacionamentos do trabalho por preguiça, e até mesmo preconceito, achando que estão sendo falsos. No final, acabam se isolando, deixando de usufruir dos bons momentos que o trabalho e a vida proporcionam, além de perderem grandes oportunidades de trabalho que chegam através dos amigos. Pesquisas indicam que as indicações são responsáveis por pelo menos 70% das recolocações.

Veja como potencializar os bons momentos após o trabalho:

  • Procure manter conversas positivas: os happy hours são momentos de descontração, portanto, evite dominar a conversa falando sobre seus problemas pessoais.
  • Evite reclamar do chefe, dos colegas de trabalho e da empresa: apesar de parecer apenas desabafo, ações como essas podem gerar mal estendidos, além de manchar sua reputação. Lembre-se que você está com pessoas do seu trabalho.
  • Comemore vitórias: valorizar as pequenas conquistas do dia-a-dia ajudam a manter o ânimo e a motivação. Celebrar com amigos alimenta o espírito de equipe lembrando a todos que ninguém está sozinho, e aumenta a confiança para as próximas conquistas.
  • Frequente outras redes sociais: tenha o hábito de aceitar convites de amigos e conheça os amigos de seus amigos. Amplie os encontros, almoce com pessoas diferentes pelo menos uma vez por semana.
  • Cultive os relacionamentos: crie o hábito de manter contato com os novos conhecidos. Ligue, mande mensagens, dedique algum tempo para os amigos. Evite ligar para as pessoas apenas quando precisa de um favor. Todos gostam de ajudar, mas ninguém quer se sentir “usado”.
  • Cuidado com os excessos: beber demais pode fazer com que você perca o limite do bom senso. Apesar de não estar mais no horário de expediente, querendo ou não, você é representante de sua empresa. Um vexame pode comprometer sua imagem profissional, fazendo com que você seja lembrado pelas gafes que cometeu e não pela boa companhia que você é.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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5 PASSOS PARA CUMPRIR METAS ESTIPULADAS PARA O ANO

Metas2014

por Meiry Kamia

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Muitas pessoas criam metas no início do ano, mas têm dificuldade para coloca-las em prática. Aqui seguem 5 passos para que você alcançar o sucesso no final desse ano:

1. Tenha metas motivadoras e realizáveis: ao criar suas metas analise o quanto elas são importantes para você e não para os outros. Por exemplo, se você estabeleceu que irá fazer um curso de inglês pergunte-se se está fazendo isso porque gosta do idioma ou simplesmente porque está na moda. Quanto mais você gostar da meta, mais fácil será cumpri-la.

Calcular se as metas estão dentro de suas capacidades também é importante para que você não se frustre no meio do caminho. As metas devem ser desafiadoras, mas não podem ser impossíveis.

Também é importante que sejam objetivas. Por exemplo, se você precisa perder peso, defina quantos quilos e em quanto tempo. Se deseja economizar dinheiro, defina a quantia mensal que será salva para o seu projeto. Assim fica mais fácil verificar se elas são realizáveis.

2. Comprometa-se: é preciso que você faça um acordo psicológico com você mesmo. Um ditado diz “Para todo ganho há uma perda. E para toda perda há um ganho”, isso vale para o cumprimento de suas metas. Por exemplo, se você decidiu que iria juntar dinheiro para trocar o carro, significa que terá que abrir mão de jantares ou qualquer outra atividade que gaste o dinheiro que você deseja guardar para o carro. Escolher conscientemente ajuda a manter a motivação em alta e a entender que a “privação” temporária é uma escolha e não um castigo.

 3. Inspire-se: é preciso ter força de vontade para cumprir as metas diariamente. Um exercício simples é a da visualização. Nossa mente pensa por imagens. Criar uma imagem do futuro desejado ajuda a nos inspirar. Por exemplo, se você deseja um carro novo, pegue uma foto do carro que deseja (modelo, cor, ano, etc), quanto mais próximo da realidade melhor. Se deseja perder peso, pegue uma foto sua no peso que deseja chegar ou de outra pessoa que lhe traga a inspiração. Pregue essa imagem num local em que possa visualizar todos os dias. Lembre-se sempre dessas imagens, principalmente quando der vontade de desistir da dieta e, por exemplo, comer um doce bem melado, ou gastar dinheiro com o que pode ser deixado para depois.

 4. Realize todos os dias: tenha o hábito de realizar ações observáveis que mostrem a você mesmo que está fazendo algo a seu favor. No caso do dinheiro, pergunte-se “onde você conseguiu economizar dinheiro?”, “quanto conseguiu economizar?”, etc, no caso do regime pergunte-se “quantas calorias deixou de consumir?”, “quantas calorias a mais você conseguiu gastar nos exercícios?”, etc. O importante é que você perceba o quanto você está trabalhando a seu favor.

 5.Cheque e ajuste: estipule um período, que pode ser semanal ou mensal para checar seu desempenho e ajustar metas. Imprevistos podem surgir e fazer com que você tenha que reavaliar suas metas. Não se desespere porque ajustar metas não significa desistir dos sonhos, nem que é um fracassado. Significa ajustar-se à realidade conforme ela se apresenta. O primeiro período mostrará se a forma como você está trabalhando está adequada ou não. Mostrará se está exagerando demais ou se é possível “apertar” um pouco mais.

 É importante ter noção de que a conquista de um sonho engloba muito mais que o sonho em si. Durante o percurso de transformar o sonho em realidade, somos obrigados a superarmos nossas limitações, vencermos a preguiça e desenvolvermos a força de vontade, a determinação, a disciplina, etc.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com ; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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VOCÊ É AUTOCONFIANTE NO TRABALHO?

Autoconfianca

Entenda quando a falta de autoconfiança pode prejudicar seu sucesso profissional

por Meiry Kamia

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Você sente a boca secar, o corpo tremer, o coração disparar, etc, toda vez que precisa falar com o chefe, fazer uma apresentação em público, tomar uma decisão importante no trabalho? Ou então, é perfeccionista demais, sempre se sente culpado quando algo dá errado, é bonzinho demais, busca sempre o reconhecimento dos outros? Saiba que esses são alguns sinais de que sua autoconfiança pode estar em baixa.

Autoconfiança é o sentimento de segurança em suas próprias capacidades, ela é importante para o sucesso profissional porque é base para comportamentos de iniciativa, proatividade, inovação, condução de processos de mudança, etc.

A falta de autoconfiança pode ser manifestada pelas relações de dependência (tanto com parceiros como com relação à colegas de trabalho e chefia), falta de iniciativa, perfeccionismo (porque o medo de errar é imenso, então checa-se várias vezes o mesmo trabalho para certificar-se de que nada está errado), medo de assumir responsabilidades, medo de decepcionar o outro, medo de mudanças, necessidade de reconhecimento e atenção alheia. A falta de autoconfiança traz sentimentos de impotência, insegurança, dúvidas com relação ao seu próprio valor.

Por outro lado, autoconfiança demais também pode ser negativa. Na verdade pessoas que demonstram autoconfiança em excesso escondem uma baixa autoestima. Usam a máscara da arrogância para esconder a parte frágil da personalidade.

Tanto a falta como o excesso de autoconfiança são causados pela falta de autoconhecimento. Por conhecerem muito pouco de si mesmos, sentem-se inseguros. A referência de ambos os casos são referências externas.

A autoconfiança é um dos pilares da auto-estima. A lógica é: se confiamos pouco em nós mesmos, então temos menos auto-respeito, portanto, gostamos menos de nós. A auto-estima é formada na infância. Algumas crianças entendem que, para serem amadas precisam ser boazinhas o tempo todo, fazer as vontades das outras pessoas (pais, professores, amigos, etc), e deixam de exercitar suas próprias vontades e capacidades.
Assim, elas se tornam especialistas nas necessidades e potencialidades dos outros, e se esquecem de conhecerem suas próprias necessidades e habilidades.

Mas a parte positiva de tudo isso é que autoconfiança tem solução. Abaixo, seguem algumas dicas para você aumentar a sua autoconfiança, e consequentemente, sua autoestima:

  • Aprofunde o autoconhecimento: conhecer suas potencialidades e fragilidades é imprescindível para desenvolver a autoestima. Se você não souber do que tem medo e quais as armas internas que você tem para utilizar a seu favor, dificilmente conseguirá sair do ciclo vicioso da insegurança e autosabotagem. Esse é um caminho interno, é algo que só você pode fazer por você. A psicoterapia é indicada porque o ajuda a enxergar pontos que você não consegue ver no momento, além de abrir para novas possibilidades.
  • Valorize seus pontos fortes: pessoas com baixa autoestima costumam enxergar apenas suas fragilidades, o que só alimenta o ciclo da baixa autoestima. Reconhecer o que você tem e faz de bom é imprescindível para aumentar o amor próprio, o autorespeito e a autoconfiança.
  • Exercite a gratidão: gratidão é base do sentimento de felicidade. Quem não consegue ser grato, jamais conseguirá ser feliz. Pessoas com baixa autoconfiança costumam se queixar do que não possuem, mas não reconhecem e não agradecem pelo que são e pelo que têm. Um exercício simples e prático para desenvolver esse precioso sentimento é listar em um papel pelo menos 10 pontos positivos de si mesmo, podem ser habilidades, qualidades, etc. Se quiser, também pode incluir na lista coisas/objetos que você possui e gosta (ex.: casa, carro, livros, etc). Todos os dias de manhã, você deve pegar sua lista e item por item, visualizá-lo e agradecer com todo o coração, o fato de você ter tal habilidade ou objeto que te faz feliz.
  • Cuide do visual: a autoconfiança começa na imagem. Sinta-se seguro no visual. Arrume o cabelo, trabalhe uma maquiagem leve, vista-se adequadamente. Comece a gostar da imagem que você vê no espelho.
  • Execute pequenas metas: não dá para confiar em quem diz uma coisa e faz outra. Você também se enquadra nessa afirmação. Procure estabelecer pequenas metas, simples e práticas e execute-as. Não deixe para depois. Vença sua preguiça e medo todos os dias. Por exemplo, você pode estipular que lavará a louça de casa assim que terminar o jantar. Não deixará para depois. Ou, no trabalho, você poderá desafiar-se a ser mais participativo nas reuniões. Se você se vencer todos os dias, nada irá te vencer. A coerência entre o que você diz e faz, ajuda a aumentar a confiança em si mesmo.
  • Exercite a iniciativa: aproveite oportunidades para exercitar a iniciativa no trabalho. Ofereça ajuda, pergunte, interesse-se em aprender mais. Você se surpreenderá em como rapidamente perderá a timidez diante das coisas que é capaz de realizar.

*Meiry Kamia é palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional. Diretora da Meiry Kamia – Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (www.meirykamia.com).

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TESTE: VOCÊ É EXIGENTE DEMAIS?

ExigenteDemais2

 por Meiry Kamia

Ao final do teste, clique nesse link e saiba mais sobre o comportamento exigente demais. Entenda quando o perfeccionismo pode ser prejudicial para o seu desempenho profissional. 

1.     Você foi escalado para fazer a apresentação de um projeto para a diretoria, você:

a.     Analisa suas tarefas e estabelece prioridades. Se a apresentação é importante, deixa imediatamente as outras tarefas de lado e foca-se apenas na apresentação.

b.    Já sente o desespero bater assim que sabe da notícia. Fica preocupado com o prazo curto porque deseja fazer algo que seja inesquecível, inteligente, etc, seu desejo é de impressionar os ouvintes.

c.     Não se abala. Como não gosta de mudar seus planos por conta de responsabilidades de última hora, opta por terminar o que está fazendo para depois olhar para a montagem da apresentação.

2.     Você está participando de uma reunião que visa a determinar as novas políticas da empresa. Entretanto, você não concorda com diversos pontos colocados pela diretoria. Você:

a.     Não pensa duas vezes para demonstrar seu ponto de vista. Não suporta ficar quieto quando percebe que algo não está certo, tem o hábito de colocar sua opinião independente de quem seja, e “doa a quem doer”.

b.    Durante a fala dos diretores, você vai separando mentalmente, ou escrevendo, os pontos de desacordo e busca argumentos objetivos para confrontar as ideias. Seu foco principal não é saber quem está certo, mas apenas discutir as ideias controversas e aprofundar a compreensão por meio do debate.

c.     Sente o ímpeto de falar, mas fica preocupado com a reação dos diretores. Teme que eles fiquem chateados com você, e que comecem a ter uma ideia negativa de sua imagem pelo fato de você não concordar com eles. Muitas vezes, opta em se calar para não correr o risco de ser mal interpretado.

3.     Você foi convidado para participar de um coquetel representando sua empresa para recebimento de um prêmio. Na hora de escolher o traje:

a.     Sua primeira preocupação é se estará à altura dos convidados do evento. Mesmo tendo uma roupa adequada, sente-se insegura(o) porque sabe que as pessoas costumam reparar uma nas outras, e você odeia “ficar por baixo”. Sua situação financeira não é a das melhores, mas você acaba fazendo uma compra que comprometerá sua saúde financeira.

b.    Você busca no guarda-roupa algo não muito extravagante para compor um visual adequado para a ocasião. Você sabe que irá para um coquetel empresarial e não ser madrinha/padrinho de casamento. Mesmo assim, pede opiniões para ver se encontra ideias diferentes das suas.

c.     Você não gosta de mudar seu estilo por conta de ocasiões especiais. Vai vestida(o) da forma como se sentir mais à vontade no momento.

4.     No trabalho, quando você se depara com uma quantidade muito grande de tarefas, você:

a.     Não perde muito tempo pensando, ou planejando. Prefere fazer. O tempo para você é mais importante. Gosta de realizar várias tarefas ao mesmo tempo para chegar ao final do dia e ter a maior quantidade delas realizadas, mas não se importa muito com a qualidade e/ou detalhes.

b.    Foca na qualidade. Você não suporta ver trabalhos malfeitos. Faz um por vez, não se importando tanto com o tempo. Tem o hábito de rever cada etapa para certificar-se de que tudo está em ordem. Não suporta que outras pessoas vejam falhas em seu trabalho que você mesma(o) não percebeu.

c.     Organiza-se com foco na prioridade das tarefas. Gosta de fazer um bom trabalho, mas nem sempre tem tempo para fazer seu melhor possível. Prioriza o que é realmente importante e a qualidade está aliada ao prazo que você tem para entregar a tarefa.

5.     Quando você pede para alguém executar uma tarefa:

a.     Direciona a pessoa com relação ao que você espera dela, explica o processo e enfatiza os passos mais importantes que devem ser seguidos e os resultados que você espera. Você dá autonomia para a pessoa modificar aspectos que não comprometam o resultado e se coloca à disposição para um eventual suporte.

b.    Simplesmente passa a tarefa enfatizando o resultado. Como você não se sente à vontade com alguém supervisionando seu trabalho, você faz questão de deixar a pessoa livre para realizar a tarefa a seu modo.

c.     Não fica sossegada(o), pois acha que essa pessoa talvez não tenha tantas habilidades para executar bem o trabalho. Você normalmente consegue enxergar detalhes que passam despercebidos por outras pessoas e não suporta quando alguém faz algum trabalho malfeito. Então, para não se irritar, você só pede para alguém fazer algum trabalho por você em último caso.

6.     Sua empresa está passando por um processo de mudança, você:

a.     Procura se desligar do processo até que as coisas se acalmem. Você sabe que, durante esses processos, muitas regras mudam e não quer se preocupar ou se chatear com isso.

b.    Tenta entender como está o processo e vai realizando seu trabalho sem se preocupar demais com as mudanças. Você sabe que erros e ajustes ocorrerão nesse período, por isso, redobra as atenções, principalmente para alterações em seu departamento.

c.     Fica bastante preocupado porque não sabe o que vem pela frente. Para você é muito difícil trabalhar na incerteza porque gosta de fazer sempre um bom trabalho, mas em momentos de mudança nem mesmo os líderes sabem exatamente o que é certo, como se deve proceder em diversas situações, etc.

7.     De forma geral, você acha que as pessoas que trabalham em sua empresa:

 

a.     Não têm tanto capricho no trabalho, parece que precisam de supervisão o tempo todo. São um tanto desleixadas, não são criativas, não têm iniciativa e só falam de problema. É muito difícil encontrar alguém em quem possa confiar um trabalho sem ter que verificar o tempo todo se está fazendo a tarefa de forma correta.

b.    Compõem um perfil bastante diversificado. Há sempre muita boa vontade para ajudar e há muita chance para crescimento profissional, mas infelizmente nem todos aproveitam as oportunidades.

c.     Você não repara muito nas outras pessoas e também não se preocupa muito com elas. Você prefere pensar e falar de si mesmo.

Resultados:

Pergunta 1

Pergunta 2

Pergunta 3

Pergunta 4

a) 2 pontos a) 1 ponto a) 3 pontos a) 1 ponto
b) 3 pontos b) 2 pontos b) 2 pontos b) 3 pontos
c) 1 ponto c) 3 pontos c) 1 ponto c) 2 pontos

Pergunta 5

Pergunta 6

Pergunta 7

a) 2 pontos a) 1 ponto a) 3 pontos
b) 1 ponto b) 2 pontos b) 2 pontos
c) 3 pontos c) 3 pontos c) 1 ponto

Até 7 pontos: Você é relax demais. Você realmente não se preocupa com a opinião alheia. Você tem o seu estilo, gosta do jeito como conduz o seu trabalho, e o modo tranquilo como leva a vida. Entretanto, essa falta de atenção às pessoas e ao mundo à sua volta faz com que você perca oportunidades de crescimento na organização. Você pode passar a imagem de uma pessoa desleixada, egocêntrica, inconsequente – que fala e faz o que quer sem se preocupar com as consequências. Também pode passar a imagem de alguém desinteressado demais e sem comprometimento com o trabalho.

Você realmente não se preocupa com detalhes, mesmo quando essa atenção é necessária. Preocupa-se com o resultado, mas sem olhar o processo, o que pode trazer consequências negativas dependendo do tipo de organização em que trabalha. Esse olhar imediatista também prejudica sua capacidade de pensar estrategicamente, o que deixa cargos de liderança cada vez mais distantes.

Tente interessar-se mais pelas pessoas e pelo mundo à sua volta. É preciso entender que o mundo não gira a nossa volta. Em algumas ocasiões, principalmente Nas sociais, é preciso abrir mão do nosso estilo para adotar um estilo mais condizente com a situação do momento. Essa capacidade de adaptação aumenta a habilidade de trabalhar em equipe e ajustar-se a situações adversas. Isso não significa deixar sua personalidade de lado.

Preocupar-se demais com o que os outros vão pensar é ruim, mas o extremo oposto, que é não levar em consideração as outras pessoas, também pode ser bastante prejudicial.

De 8 até 17 pontos: Você é exigente no ponto certo. Preocupa-se com o resultado, mas faz o que é possível, não idealiza e trabalha com fatos reais. Adapta-se bem ao contexto, está atento à reação das pessoas, mas não deixa de mostrar suas opiniões e personalidade. Tem capacidade de julgar por meio de evidências, por isso não generaliza as situações e pessoas, respeitando os cenários onde as coisas acontecem e suas peculiaridades.

Apresenta boa produtividade porque orienta-se pelo resultado, mas tem domínio do processo. Gosta de entregar um bom trabalho, mas é capaz de fazer uma entrega que não esteja à altura quando o tempo é curto demais. Essa capacidade de gestão de tempo, quantidade e qualidade de tarefas, são bases importantes para o raciocínio estratégico.

Sabe utilizar bem o tempo no trabalho, mas quando necessário leva trabalho para casa, mostrando comprometimento com a empresa.

Seus relacionamentos pessoais tendem a ser leves porque você respeita a individualidade das pessoas e as diversidades. Você não cria expectativas sobre as pessoas, aceita-as como são, e essa compreensão aumenta a capacidade de se relacionar com os mais diversos tipos de pessoas, facilitando o trabalho em equipe. Também é bom delegador de tarefas porque sabe orientar e dar suporte, isso porque compreende a forma como as pessoas pensam. Você daria um bom líder.

Acima de 17 pontos: Você é exigente demais. Pode-se dizer que você é uma pessoa muito crítica com os outros e, principalmente, com você mesma. Seu foco de atenção está sempre no outro, no que os outros vão pensar de você. Com receio de que as pessoas façam uma má imagem sua, você acaba se desdobrando para construir a imagem da pessoa perfeita, que não comete falhas, e que faz um trabalho perfeito. Não suporta críticas alheias porque elas fazem desmoronar a sua ilusão de perfeição. Por isso evita a todo custo que outras pessoas vejam suas falhas. Faz isso idealizando o resultado dos trabalhos, de forma que precisa sentir que tudo o que faz tem que ser lindo e maravilhoso. Por isso perde muito tempo com detalhes, o que te faz perder em praticidade, ou seja, você produz menos do que poderia. O foco nos detalhes também te faz perder boas oportunidades na vida profissional e também há perda da visão estratégica e planejamento.

Seus relacionamentos também são tensos porque você cria expectativas de como as pessoas deveriam se comportar e as cobra por isso. Do chefe, espera reconhecimento por seus esforços. Dos seus relacionamentos pessoais, você espera que as pessoas se esforcem para se adaptarem às idealizações que você criou para elas. Então, quando você se pergunta “por que as pessoas não se comportam como deveriam?” na verdade, você está se perguntando “por que as pessoas não se comportam da forma como você quer?”. Não é a toa que você se decepciona demais com as pessoas.

Para melhorar sua qualidade de vida, tente ser menos exigente consigo mesmo e com as pessoas. Tente enxergar aspectos positivos no trabalho alheio e aprenda com os outros uma forma mais prática de trabalhar. Isso não significa “fazer o trabalho de qualquer jeito”, e sim, ser mais objetivo.

 

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