Discuto com minha mãe e me sinto culpada, o que fazer?

Sad Woman

Olá….tenho 43 anos….e ate hoje sinto uma imensa tristeza, por não conseguir ser amiga da minha mãe, que tem 66 anos. Muitas vezes ao visitá-la, acabamos por discutir….depois me sinto mal e culpada….parece que ela tem prazer em me provocar e me ver triste….como agir….para não me sentir tão culpada?  (codinome: Luisa)

Querida Luisa, o problema da sua culpa vem da sua expectativa com relação aos sentimentos e atitudes de sua mãe. Você se sente responsável por fazê-la feliz. Entretanto, não temos controle sobre os comportamentos, atitudes e sentimentos dos outros. Só temos controle sobre os nossos comportamentos. Sendo assim, te aconselho a fazer apenas a sua parte. Quando for visitar sua mãe, continue levando palavras, gestos e sentimentos de amor e carinho. Se, por acaso, ela revidar de forma agressiva, apenas não entre no jogo. Entenda que, por uma série de razões ela não está conseguindo reagir de forma positiva à situação e acaba sobrando um pouco de agressividade para você. Lembre-se que a agressividade é dela e não sua e que você está lá para dar o seu melhor. Agindo dessa forma, você alivia a sua culpa porque sabe que está fazendo o seu melhor, e também aumenta sua compreensão de que não controlamos as pessoas, nem mesmo circunstâncias da vida.

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Por que precisamos de “ondas” na relação mãe-filho?

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Por Meiry Kamia

www.meirykamia.com

A relação mãe-filho nunca é um mar de rosas, nem deveria ser. Isso porque é com a mãe que a criança exercita suas primeiras emoções: ora adora a mãe, ora odeia a mãe. E é nesse mar de sensações que a criança aprende a lidar com suas próprias emoções. Às vezes é do desequilíbrio que chegamos à harmonia.

Apenas um vínculo muito forte é capaz de sustentar os momentos de raiva, tristeza profunda e guerras psicológicas que os filhos muitas vezes teimam em travar. E os filhos aprendem, por fim, que as pessoas têm limite. E assim, aprendem a respeitar os seus limites e também os dos outros. E aí sim estão prontos para testar novas relações fora do lar de forma mais equilibrada e sadia.

Sem nossas mães seria difícil treinar nossas emoções, e raramente desenvolveríamos nosso autocontrole, capacidade de tolerar frustrações, capacidade de dar e receber, terminar e recomeçar, etc.

Através do olhar de nossas mães, nos fazemos inteiros. Seu amor nos aceita, nos preenche, nos dá confiança, e potencializa nossa força interna, nossa fé, para que possamos colocar em prática os nossos maiores projetos de vida.

Ao sermos pais, temos a oportunidade de olhar o outro lado da moeda. É nossa vez de dar suporte, acolher, orientar e amar incondicionalmente, independente do momento que nossos filhos estejam passando. Percebemos então, que não somos perfeitos, que nem sempre temos todas as respostas e que ficamos confusos enquanto pais, e assim, perdoamos as faltas, que por ventura, nossas mães e pais tenham deixado.

Sendo assim, as melhores relações não podem ser um “mar de rosas”. É preciso “ondas” que nos façam exercitar a paciência, a tolerância, a compreensão, o autocontrole, a disciplina, a humildade, a vontade, e outras importantes virtudes.

Nesse Dia das Mães, vamos agradecer àquela que nos ajudou a sermos o que somos! Dêem um abraço muito forte em suas mães e agradeçam…Mãe, muito obrigado!!

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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COISAS QUE A MORTE ENSINA

 

 por Meiry Kamia

 

www.meirykamia.com

 

Vivemos pequenos momentos de morte todos os dias: a conclusão de um trabalho, o término de um namoro, o final de um ano, etc. Mas quando ela aparece de forma concreta, como a morte de minha mãe, ela realmente nos sacode.

 

Na madrugada do dia 24 de dezembro de 2011, minha mãe, Miyako Kamia, mais conhecida como HELENA KAMIA, 66 anos, faleceu fazendo o que mais amava na vida: shows de mágicas. No camarim, entre um número e outro, teve um AVC. Foi tudo muito rápido. Entre o mal estar, socorro e morte, foram cerca de 4 horas.

 

Quando alguém tão amado, que ocupa um espaço tão especial em nossos corações morre, a sensação que temos é que um pedaço de nós foi embora junto.  E como preencher esse grande vazio que fica em nosso peito? É sobre isso que quero falar.

 

Nenhum de nós passará imune pela morte. Todos nós iremos morrer e todos nós, em algum momento de nossas vidas, iremos perder alguém muito especial, seja um pai, uma mãe, um filho, um amigo querido. Portanto, se temos que passar por isso, talvez seja porque existe um grande aprendizado por detrás desta experiência. Na verdade, a morte nos ajuda a repensar a vida.

 

Minha mãe era uma figura muito alegre, alto astral, sempre disposta a oferecer palavras de apoio e ânimo àqueles que necessitavam, o que deixou uma marca muito positiva na vida de muitas pessoas.  Isso nos faz pensar “que marca estou deixando nesse mundo?”, “como gostaria de ser lembrado?”. Mesmo sem saber, o tempo todo estamos deixando nossa marca nesse mundo, estamos entregando algo para as pessoas. Algumas pessoas entregam sorrisos, alegria, palavras de suporte, outras entregam reclamações, mau humor e tristeza. Mas a pergunta é “o que você está entregando diariamente para o mundo à sua volta?

 

A morte também nos faz refletir sobre a qualidade dos relacionamentos que mantemos em nossas vidas. Para muitas pessoas, a morte de alguém querido traz angústia. A angústia é um sentimento de pesar por algo que não se pode mais realizar. São palavras que o morto não poderá ouvir, questões que não poderão ser resolvidas, e momentos bons que não poderão ser vividos, porque agora fazem parte do passado e o passado não muda.

 

Isso nos faz pensar sobre o quanto “empurramos com a barriga” questões importantes que devem ser resolvidas no momento presente. Esquecemos que somos finitos. Também nos faz pensar sobre o quão importante é viver o momento presente, pois é nele que vivenciamos os verdadeiros momentos de felicidade. 

 

Sendo assim, a morte nos ensina que devemos aprender a valorizar pequenos momentos, palavras e gestos em situações do cotidiano. Pude “curtir” muito a minha mãe cozinhando e lavando louça junto com ela, conversando sobre coisas da vida. Era um prazer tomar nosso chá após o almoço, sair para cantar no karaokê, e ver os olhos dela brilharem! Compartilhar de sua alegria e companhia era sempre um prazer! E agora, com sua ida, aquela parte do meu coração que se foi junto com ela, agora é preenchido por essas boas recordações de alegria e troca de amor.

 

Relembrar os momentos bons faz com que nosso coração se encha de amor, e isso acalenta e cura qualquer dor. Mas é preciso ter tido esses bons momentos, para que eles possam ser relembrados. Portanto, outro ensinamento que a morte nos traz é “viva cada dia como se fosse o último. Viva conscientemente e intensamente. Agradeça o privilégio de estar vivo e valorize cada momento com cada pessoa que passar pelo seu dia. Olhe nos olhos, abrace, toque, sinta que está vivo e passe essa vida para as pessoas!”

 

Muitas pessoas sofrem mais do que o necessário com a morte do outro porque, de alguma forma, sentiam-se dependentes, financeiramente ou psicologicamente. É comum sentir raiva do morto porque vem a sensação de desamparo que parece dizer “como você pôde fazer isso comigo? Por que me abandonou? Por que me deixou aqui sozinho?”. Lidar com isso é a outra lição que a morte nos traz.

 

A morte nos relembra que somos seres únicos. Por mais que convivamos em sociedade, somos seres individuais. E amadurecer significa aprender a carregar o próprio peso. A pessoa que se foi sempre deixa um “buraco” em nossas vidas e ele precisa ser preenchido. Ao preenchermos esses espaços nós crescemos! Portanto, para você que é pai e mãe, cumpra o seu papel de educador, prepare seus filhos para serem independentes, de forma que eles não sofram tanto na sua falta.

 

Sempre digo que, para aqueles que ficam, é como se Deus desse uma oportunidade para revisar suas próprias vidas e mudar, caso seja necessário. Aprender coisas novas, portar-se diferente, relacionar-se diferente. Aproveite a oportunidade!

 

A morte nos ensina a sabedoria. Sabedoria só vem com a experiência. É preciso passar por ela para saber como é. É por isso que nenhum de nós está isento disso. Grandes lições da vida vêm com os momentos mais difíceis. Saber passar pelas experiências retirando o melhor delas, isso é sabedoria. Isso vale para qualquer coisa na vida. Se a situação é ruim, pense “o que estou aprendendo com isso?”, pois de alguma forma você está sendo fortalecido.

 

Para finalizar, em nome de toda família Kamia, gostaria de agradecer a minha mãe, à ela dedico esse texto. Agradecemos pelo privilégio de ter tido uma pessoa tão iluminada em nossas vidas e que cumpriu magnificamente sua própria missão de vida. Com sua conduta e palavras nos ensinou a ter esperança nos momentos mais difíceis, mais tarde descobrimos que isso significava Fé. Fé é a capacidade de “Crer Sem Ter que Ver”, é ter a confiança de que tudo dará certo no final. Nos ensinou que o Amor liberta, que todas as pessoas com as quais nos relacionamos cumprem um papel em nossas vidas e quando terminam sua função, precisam ir. Amar significa permitir que as pessoas entrem e saiam de nossas vidas quando necessário. O amor se torna egoísta quando teimamos em aprisionar as pessoas mesmo quando isso não é mais positivo nem para nós nem para elas. Bem viver é viver intensamente nossas vidas, sabendo retirar o melhor que as pessoas têm a nos oferecer e, com muita gratidão, guardar esses bons momentos em um lugar especial em nossos corações, de modo que não precisamos ter as pessoas fisicamente o tempo todo ao nosso lado, e sim, em nossos corações.

 

“Mãe, minha querida, fique com Deus! Nosso coração está repleto de amor para você! Obrigada por tudo! Esteja em Paz porque estamos em Paz! Amém!