Preconceito: Preciso mudar o nome da minha filha?

Preconceito-racismo

Boa noite Meiry. Tenho uma filha, morena, de nome Clara que está com 1 ano e 5 meses. Tenho vontade de dar um outro nome a ela com medo do preconceito das pessoas. Isso fará mal psicologicamente pra minha bebê? O que vc me diz a respeito? Obrigada.  Eliane.

Querida Eliane, não precisa trocar o nome da sua filha, até porque o significado do nome Clara tem a ver com uma pessoa luminosa, que tem luz própria, brilhante, e isso nada tem a ver com a cor da pele. Preconceito só existe na cabeça de quem o tem, portanto, não alimente isso em você, não se preocupe, não tema. Se continuar a se preocupar, com certeza, acabará passando esse preconceito para sua filha e, aí sim, a questão poderá se transformar em um problema.

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COMO CONTROLAR A ANSIEDADE EM APRESENTAÇÕES NO TRABALHO

Apresentacao-trabalho

Por Meiry Kamia

Saber se comunicar é uma habilidade importante para o mundo dos negócios. Atualmente, é quase impossível fugir de apresentações em público que vão desde apresentações na faculdade, até conduzir reuniões, apresentar projetos, participar de dinâmicas de seleção de emprego, etc. Mas toda vez é a mesma coisa, ao saber que terá que fazer uma apresentação, já bate o desespero, vem o frio na barriga, vergonha, medo de “dar branco”, medo de não agradar, etc. Como lidar com a ansiedade de falar em público?

Em primeiro lugar, saiba que esses medos são fantasias da mente de quem cria. É muito raro acontecer de o apresentador pegar uma plateia agressiva ou avessa ao que ele tem a dizer. Isso só ocorre em situações muito específicas como no caso da política, por exemplo. O medo, normalmente, está na fantasia de que, como centro das atenções, irá cometer alguma gafe, que irá mostrar alguma fraqueza e passar o maior vexame. Essa fantasia gera pensamentos catastróficos que causam reações físicas como sudorese, taquicardia, etc. E é por isso que a pessoa passa mal só de pensar.

Entretanto, existem algumas técnicas simples para amenizar e controlar as reações de ansiedade antes das apresentações:

  1. PLANEJE A APRESENTAÇÃO: comece estruturando a apresentação considerando o tempo determinado, o perfil da plateia, como iniciará e fechará a apresentação, e o conteúdo em si.
  1. UTILIZE RECURSOS VISUAIS: sempre que possível, utilize os recursos visuais, além de tornarem a apresentação mais dinâmica, eles facilitam a memorização do conteúdo.
  1. CRIE O SEU ROTEIRO: evite ler os slides, utilize-os apenas como lembrete da sequencia da sua apresentação. Crie um roteiro próprio que pode ser feito com a impressão dos slides e anotação de palavras-chaves, apenas para memorizar e te guiar.

Todo esse processo anterior, planejamento, estruturação, etc, por si só, mesmo sem você perceber, já vai amenizando a ansiedade porque você está se preparando para a apresentação. Saber que você está aumentando suas chances de acerto traz certo conforto.

  1. TREINE EM VOZ ALTA: um erro comum é as pessoas treinarem apenas mentalmente suas apresentações imaginando que terão um desempenho igual ao imaginado. Grande erro. Pensar assim é como um atleta que treina o salto mentalmente achando que o fará com perfeição no dia da apresentação. Habilidades devem ser treinadas. Portanto, treine em voz alta como se estivesse na apresentação. Procure não olhar para os slides, tenha o conteúdo em sua mente. Seu olhar deve estar direcionado para a plateia. Treine várias vezes sem preguiça. Uma dica é treinar imaginando o ambiente, a plateia da forma mais real possível. Isso minimiza o impacto quando você estiver se apresentando na vida real, pois a sua mente irá entender que você já passou por isso.
  1. PENSE POSITIVO: outro erro comum é ficar alimentando a fantasia de que a apresentação será um fracasso. Se pensar assim, com certeza será. Seu corpo executa o que sua mente manda. Portanto, envie mensagens positivas, pense como se a apresentação já fosse um sucesso, anime-se, demonstre isso no tom de voz, no olha, na expressão corporal e facial. Mostre que você está lá porque merece estar, porque é competente e tem algo importante para passar.
  1. ACALME-SE: momentos antes da apresentação procure relaxar o corpo. Busque um lugar privado, faça alongamentos, relaxe o pescoço, os ombros, os pulsos, as pernas, etc, para que você possa atuar de forma mais relaxada, sem demonstrar tensão. Respire fundo e solte o ar algumas vezes para relaxar a musculatura da respiração.

Caso ainda se sinta inseguro, durante o treinamento, pegue uma caneta, e relaxe segurando a caneta, sinta o corpo relaxando e sua mente atenta ao conteúdo. Dê mensagens à sua mente de que, toda vez que segurar a caneta durante a apresentação, você se sentirá calmo e irá se lembrar do conteúdo. Faça isso algumas vezes. Durante a apresentação, caso sinta insegurança, segure a caneta para que a mente se recorde da mensagem.

A comunicação, como qualquer habilidade exige treino. Quanto mais vezes exercitar, melhor se tornará. Portanto, aprenda a aprender, tenha paciência consigo mesmo e agarre todas as oportunidades que tiver para se apresentar.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional e Docente em MBA de Gestão de Pessoas. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: http://www.meirykamia.com; contatos: 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

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Medos que paralisam o mundo corporativo

 

Por Meiry Kamia

E mais uma vez Sérgio sentia aquelas sensações horríveis, mãos suando, taquicardia, um frio na barriga, um bolo na garganta, uma vontade de sair correndo, mas a consciência de que precisava ficar. Era sempre a mesma coisa. Aos 33 anos, Sérgio não conseguia controlar suas emoções toda vez que precisava falar em público, principalmente quando estava presente toda a diretoria. Sérgio era uma pessoa muito observadora e interessada. Durante o tempo que permanecera na empresa conseguira detectar as causas dos problemas mais importantes e pensara em algumas soluções possíveis e práticas. Gostara de suas idéias, mas precisava de uma oportunidade para explicitá-las. E aquela reunião, em especial, poderia decidir seu futuro profissional, mas as sensações físicas não permitiam que Sérgio se concentrasse e organizasse suas idéias e definisse o melhor momento para falar. Foi quando um dos diretores solicitou que os participantes dessem sugestões de como solucionar os problemas da empresa. Nesse momento, a onda na barriga de Sérgio piorou, seu estômago parecia sair pela boca, sua mente deu “um branco”, seu corpo simplesmente congelou e sua boca não abria. Ele simplesmente não conseguia por para fora todas as idéias nas quais pensara durante dias! Foi quando passou a ouvir alguns colegas de trabalho sugerindo, de forma muito primitiva, algumas das idéias que ele mesmo já havia pensado e elaborado de forma muito mais rica. Quando Sérgio, finalmente, conseguiu se controlar, só havia sobrado uma mísera idéia. A forma ideal de “vender” a idéia e o momento do impacto já haviam se passado. E Sérgio, mais uma vez, frustrado, teve que esperar um novo momento para mostrar sua competência.

 

O problema de Sérgio não é sua competência técnica, domínio ou conhecimento sobre seu trabalho, mas sim, a falta de competência emocional, ou seja, a falta de capacidade para controlar suas emoções.

Ao contrário do que muita gente pensa, a emoção é um fator extremamente importante para o sucesso profissional e para a qualidade de vida. Todas as emoções possuem funções adaptativas que são muito importantes para nossa sobrevivência e para nosso desenvolvimento como seres humanos. Entretanto, quando saem do controle, podem prejudicar o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

O MEDO é a emoção que tomou conta de Sérgio. O medo paralisa nosso corpo e o prepara para a fuga ou luta. No caso da fuga, a pessoa dá um jeito de se esquivar da situação, e, inconscientemente foi o que aconteceu com Sérgio, mesmo contra a sua vontade. A sensação corporal e psicológica é tão ruim que a pessoa não consegue enfrentar a situação e sucumbe. A reação ao medo também pode vir em forma de luta, que pode ser observada, em alguns casos, em pessoas que são muito agressivas e autoritárias. Elas utilizam a agressividade para mascarar a insegurança e manter as pessoas à distância e, desta forma, conseguem esconder seus sentimentos de incompetência, ou algum sentimento de menos valia.

O medo pode estar por trás de diversos comportamentos que paralisam o mundo organizacional:

Medo do Fracasso: gera insegurança e ansiedade tornando a pessoa demasiadamente preocupada com os  ‘e se’, ‘e se eu não conseguir, ‘e se eu errar’, ‘e se não fizer certo’, etc.  Também pode estar ligado ao medo de rejeição. Nesse caso, a pessoa pode ter uma crença inconsciente de que deve ser perfeita e fazer tudo perfeito, pois se assim não for, não terá o amor e a admiração das outras pessoas. Resultado: 1) falta de iniciativa: pessoa não toma iniciativa por medo de errar; 2) perda do foco nos resultados: a pessoa fica tão preocupada em se cercar de que tudo está sob seu controle, em não errar, que acaba perdendo grandes oportunidades.  Seu foco passa a ser os obstáculos a serem enfrentados e não a meta principal; 3) Procrastinação: a pessoa vai adiando eternamente seus planos e nada concretiza , pois teme a possibilidade de fracasso.

Medo de não ser suficientemente bom: são preocupações excessivas sobre o próprio desempenho e o julgamento alheio. Pessoas que sofrem desse tipo de medo, ao término da atividade, da reunião, de uma apresentação, ou seja lá do que for, costumam trazer à memória as cenas da situação analisando cada detalhe e avaliando seu desempenho baseado em supostos julgamentos alheios ‘será que falei alguma bobagem?’, ‘será que eles gostaram do meu desempenho?’, ‘estavam me olhando estranho, acho que não gostaram’, etc. Resultado: 1) Perda do foco: pessoa gasta muito tempo pensando em situações que não voltarão mais. É o chamado “pensamento ruminante” pelo fato do mesmo pensamento voltar várias vezes à memória com preocupações que não irão ser resolvidas. Por exemplo, nós não temos controle sobre a percepção das outras pessoas e não tem como adivinhar o pensamento de cada uma delas.  2) Falta de iniciativa, insegurança e preocupação excessiva: pessoa congela frente aos desafios por medo do julgamento alheio.

Medo do Sucesso: por incrível que pareça muitas pessoas têm medo do sucesso. Em suas crenças inconscientes funcionam afirmações como ‘depois do sucesso vem o fracasso’, ‘quanto mais alto maior o tombo’, ‘quero ser rico, mas não quero trabalhar’, e por aí vai. Ou então, sentem-se mal ou até mesmo culpadas por estarem em situação privilegiada em relação às outras pessoas. Por conta disso, boicotam-se o tempo todo não aceitando maiores responsabilidades, atravancando seu próprio sucesso profissional. Resultado: 1) Falta de comprometimento: a pessoa evita se comprometer para não ter maiores responsabilidades.  2) Auto-sabotagem: evitam chamar atenção, evitam ficar em primeiro lugar, evita receber elogios.

Existem outros medos que atravancam nossa vida pessoal e profissional. Mas a boa notícia é que há solução para todos. A Inteligência Emocional é justamente a capacidade de reconhecer as emoções que surgem, como surgem e por que surgem, para depois canalizá-las a nosso favor. Isso requer auto-conhecimento, que só pode ser adquirido pela auto-observação.  No caso do medo, existem técnicas muito eficazes que, utilizadas em conjunto, ajudam a aumentar a autoconfiança, a auto-estima, modificar padrões de pensamento e desbloqueio emocional, auxiliando a pessoa a resgatar seu poder pessoal perante a vida e às situações.

O objetivo do trabalho é fazer com que a pessoa resgate a espontaneidade, pois sem ela não há criatividade. O medo bloqueia todo nosso potencial criativo. E criatividade tem a ver com felicidade e motivação.

 O medo nunca deixará de existir, mas podemos ir em busca dos nossos sonhos apesar do medo. Isso se chama coragem. É o agir com o coração, superando o medo, com a força da alma em busca de um objetivo. Investir em Inteligência Emocional é mais do que apenas retirar bloqueios, é também investir em sua felicidade e auto-realização.

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