Discuto com minha mãe e me sinto culpada, o que fazer?

Sad Woman

Olá….tenho 43 anos….e ate hoje sinto uma imensa tristeza, por não conseguir ser amiga da minha mãe, que tem 66 anos. Muitas vezes ao visitá-la, acabamos por discutir….depois me sinto mal e culpada….parece que ela tem prazer em me provocar e me ver triste….como agir….para não me sentir tão culpada?  (codinome: Luisa)

Querida Luisa, o problema da sua culpa vem da sua expectativa com relação aos sentimentos e atitudes de sua mãe. Você se sente responsável por fazê-la feliz. Entretanto, não temos controle sobre os comportamentos, atitudes e sentimentos dos outros. Só temos controle sobre os nossos comportamentos. Sendo assim, te aconselho a fazer apenas a sua parte. Quando for visitar sua mãe, continue levando palavras, gestos e sentimentos de amor e carinho. Se, por acaso, ela revidar de forma agressiva, apenas não entre no jogo. Entenda que, por uma série de razões ela não está conseguindo reagir de forma positiva à situação e acaba sobrando um pouco de agressividade para você. Lembre-se que a agressividade é dela e não sua e que você está lá para dar o seu melhor. Agindo dessa forma, você alivia a sua culpa porque sabe que está fazendo o seu melhor, e também aumenta sua compreensão de que não controlamos as pessoas, nem mesmo circunstâncias da vida.

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Como lidar com colegas de trabalho que pedem favores demais?

Two young women in kitchen in disagreement

Tenho um problema sério com uma amiga onde trabalho. Ela é muito egoísta e toda vez que ela pede um favor eu faço mas quando eu peço ela nunca faz. Fico com raiva disso e queria saber como eu devo agir. (CLAUDETE)

Resposta: Prezada Claudete, costumo dizer que as pessoas dão o que têm para dar. Há pessoas que precisam tanto da ajuda de outras que costumam pedir mais. Outras pessoas, que possuem capacidade maior, ou porque são mais ágeis, ou porque têm mais experiência, acabam sendo mais solicitadas. Não se aborreça se ela te pede e não te dá nada em troca. Talvez ela não tenha condição de dar ajuda nem a ela mesma (por isso te pede sempre) e quem dirá para outra pessoa. Também não é sábio você se sobrecarregar por conta de outros. Tenha como foco principal o seu trabalho e seu resultado, quando der para ajudar os outros, ajude, mas quando não der, aprenda a dizer não e explique que precisa terminar o seu trabalho também. Informe que assim que estiver livre, aí sim você ajudará quem te pediu ajuda.

MEIRY KAMIA

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Namoro na empresa: pode ou não pode?

por Meiry Kamia

http://www.meirykamia.com

Não é de se surpreender que colegas de trabalho interessem-se uns pelos outros. Esse “olhar diferente” um pelo outro pode ser favorecido pela proximidade, contato diário por horas seguidas, e pela interação até mesmo para solucionar problemas. Além disso, no ambiente de trabalho, as pessoas estão mais bonitas, bem vestidas, o que acaba despertando o interesse de colegas.

Mas sempre rola a dúvida quando se decide iniciar um namoro com um(a) colega de trabalho. “Será que vai dar problema?” essa é a pergunta que muitos gestores fazem ao saber de uma notícia como essa. Algumas empresas não são favoráveis a relacionamentos pessoais, mas não podem proibir que isso aconteça. Funcionários não podem ser demitidos por namorarem, entretanto, caso sejam flagrados aos beijos, carinhos explícitos e até relação sexual, podem ser demitidos por justa causa. Mas o temor das empresas é que o namoro afete o clima de trabalho, o desempenho, e até mesmo cause problemas éticos.

Um relacionamento íntimo com um colega de trabalho requer maturidade do casal envolvido. Assim como há casos com finais felizes, há também os casos desastrosos em que o final pode ser não só a perda da pessoa amada, como também a perda do emprego.

Algumas empresas criam estratégias para lidar com a questão, por exemplo, mudando o funcionário de setor quando começam a namorar. Outras proíbem, de forma velada, que os relacionamentos aconteçam principalmente quando há envolvimento entre chefes e subalternos. A relação passa a envolver poder, influência, informações sigilosas, que podem prejudicar o bom andamento da organização, caso o casal não tenha maturidade e profissionalismo suficientes.

Caso você esteja “de olho” em algum(a) colega de trabalho, seguem algumas dicas importantes para que você possa comemorar bem o mês dos namorados:

  • Pense bem se “vale à pena” antes de começar: muitas mulheres se sentem mal ao término de um relacionamento íntimo com um colega de trabalho, podendo se sentir usadas e envergonhadas. Portanto, antes de começar, pense! Você aguentaria trabalhar com seu colega mesmo após o término do relacionamento?
  • Uma vez dentro do relacionamento, procure separar os papéis: no ambiente da empresa evite beijinhos, trocas de carinhos, bilhetinhos de amor, mensagens de amor na intranet. Evite também utilizar termos como “amor”, “lindinha”, “chuchu”, etc.
  • Não carregue resquícios das brigas para o ambiente de trabalho: fique atento(a) ao seu humor. Não desconte no trabalho ou demais colegas a sua frustração. Aprenda a proteger suas questões privadas e também não use o tempo do trabalho para tentar se reconciliar.
  • Evite cenas de ciúmes com relação aos demais colegas de trabalho.  Algumas pessoas são dominadoras e tentam controlar até as amizades do(a) parceiro(a) criando empecilhos para cafezinhos, almoços, etc.
  • Evite contar intimidades no ambiente de trabalho. Esses assuntos logo viram fofoca. Lembre-se que sua responsabilidade é dupla, tudo o que você fala afeta não só a sua imagem como também a imagem do parceiro.
  • Caso a empresa não demonstre empecilhos para relacionamentos, o melhor é assumir publicamente para evitar fofocas.

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